Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Confira as dicas de dois grandes empreendedores para quem pretende dar certo nos negócios

Anderson Birman (Arezzo) e Tito Bessa Jr. (TNG) revelam os segredos do sucesso

ESTADÃO PME,

09 de junho de 2014 | 06h58

Durante o 9º Encontro PME, dois empresários que obtiveram destaque compartilharam suas experiências e, principalmente, contaram detalhes de suas trajetórias – do começo difícil até alcançarem o sucesso como empreendedores.

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Tito Bessa Jr., fundador da TNG, marca que completa 30 anos em novembro, disse por exemplo que a moda aconteceu em sua vida por acaso. Pode parecer incrível hoje, mas Tito consertava eletrodomésticos. Já Anderson Birman, que criou a Arezzo, entrou no ramo há 42 anos por incentivo do pai.

Na época, Birman tinha 18 anos e seu irmão, 21. “Vindo de um insucesso na Bolsa de Valores, e para manter o padrão socioeconômico que nós tínhamos à época, meu pai nos incentivou, então, a montar o negócio”, lembrou o fundador da Arezzo. Ele revelou que o início foi difícil e que houve muitos desafios durante o desenvolvimento da empresa. “No começo, meu pai ainda tinha algum recurso, mas os filhos o esgotaram ainda no primeiro ano. Ficamos absolutamente sem nada”, contou o empresário.

Desde 2013, Birman trabalha em seu escritório, apenas cuidando de assuntos estratégicos da empresa – ele é presidente do conselho administrativo da Arezzo. O negócio continua na família Birman e hoje é administrado por Alexandre, filho de Anderson. “Não por seu meu filho, mas por reunir todas as qualidades para ser executivo”, afirmou o empresário.

Em 2007, Birman vendeu 25% do capital da Arezzo para um fundo de private equity e, quatro anos depois, abriu o capital da companhia na Bolsa de Valores. “Quarenta e sete por cento da empresa hoje são negociados na Bolsa”, disse. Para além do sucesso econômico, durante o evento, Birman também relevou outro motivo de orgulho: “Não ganhamos só no negócio. Eu acredito que também todos que participaram e participam conosco desse empreendimento ganharam como cidadãos, como pessoas. Eu me acho melhor do que eu era, e as pessoas que estão com a gente nessa história assim também se sentem”, concluiu.

Já Tito Bessa Jr. arrumava liquidificador, enceradeira e até ferro de passar roupa quando sua vida mudou. “Eu tinha uma loja no antigo Shopping Matarazzo e construíram uma parede bem na frente (da loja de reparos mantida por Tito).”

O empresário explicou que a administração do local pediu a ele para assumir uma última loja, que havia restado do então plano de expansão do centro comercial, para resolver o impasse. A oferta foi feita pois a mãe de Tito já trabalhava com bolsas. “Eu topei e me encantei com esse mundo da moda, iniciando em 1983 com a venda de calçados, bolsas e cintos”, afirmou o empreendedor. A loja se chamava Via Lorenzo. 

Um ano depois, o empreendedor passou a atuar também no ramo de roupas, com a TNG. “Depois de alguns anos, acabei desistindo do calçado para ter foco na confecção. O meu sonho era ter uma rede de lojas, eu queria quantidade, não pensava em ter uma marca.” 

Mas quando já tinha muitas lojas, Tito então identificou que precisava pensar na marca. “Passei a tomar cuido com o lifestyle do que eu comprava e desenvolvia, da arquitetura das lojas e de 2000 para cá resolvi investir não apenas em lojas, mas também na marca.” Agora, o foco de Tito é na expansão: ele quer chegar a 450 unidades e estar em 1,5 mil pontos de venda.

 

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