Confiança do consumidor diminui em agosto, diz CNI

Confiança do consumidor diminui em agosto, diz CNI

Destaque da pesquisa foi o maior pessimismo quanto à evolução futura da inflação e do desemprego

Agência Estado,

31 de agosto de 2011 | 18h12

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), marcou 112 pontos em agosto. Em julho, o INEC havia registrado 113,2 pontos. Em agosto do ano passado, o índice chegava a 119,3 pontos. Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 31, pela CNI. Com o recuo ante julho, a confiança do consumidor volta a situar-se no patamar de abril de 2010, segundo a confederação.

A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 15 de agosto a partir de pesquisa de opinião pública realizada pelo Ibope com 2.002 pessoas em todo o Brasil.

O estudo avalia percepções a respeito da expectativa de inflação, expectativa de desemprego, expectativa de renda pessoal, situação financeira, endividamento e compras de bens de maior valor. Segundo a CNI, a queda na confiança em relação ao mesmo mês de 2010 ocorreu em todos os indicadores do INEC. O trabalho considera o índice médio de 2001, com 100 pontos.

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A queda no índice de confiança, no entanto, já era aguardada. De acordo com o economista Marcelo Azevedo, da CNI, a confiança dos brasileiros no ano passado ficou muito elevada por causa da recuperação da economia brasileira depois da crise internacional de 2008. "Alguns meses do ano passado, como o de agosto, registraram forte alta nas expectativas. Por isso, o forte recuo no INEC neste mês é natural", afirma Azevedo.

De acordo com a CNI, o destaque foi o maior pessimismo quanto à evolução futura da inflação e do desemprego. Este mês, parcela de 69% dos consultados considerou que a inflação "vai aumentar muito" ou "vai aumentar". Em julho, esse porcentual era de 61%.

Sobre a expectativa de desemprego apurada este mês, 42% disseram que "vai aumentar muito" ou "vai aumentar". "Hoje as pessoas ainda acreditam que haverá crescimento nas vagas de trabalho, mas não esperam o crescimento elevado como em 2010", explica Azevedo. 

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