Daniel Teixeira/AE
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Confiança do consumidor cai 3,4% em setembro

Este é o segundo mês consecutivo que o consumidor apresenta sinais de pessimismo

Alessandra Saraiva, Agência Estado,

27 de setembro de 2011 | 12h46

Pelo segundo mês consecutivo, o consumidor apresentou sinais de pessimismo. É o que revelou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao divulgar o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que mostrou recuo de 3,4% em setembro contra agosto, após cair 4,6% no mês passado. O ICC, calculado dentro de escala até 200 pontos (quando mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor), desacelerou de 118,7 pontos em agosto para 114,7 pontos em setembro. Este foi o menor nível desde março de 2010 (111,6 pontos).

A nova queda do ICC reflete diminuição da satisfação com o momento presente da economia; e aumento do pessimismo em relação aos próximos meses. O Índice da Situação Atual (ISA), um dos dois sub-indicadores componentes do ICC, caiu 4,1% em setembro, após cair 2,9% em agosto, e recuou de 140,4 pontos para 134,6 pontos, o menor desde julho de 2010 (134 pontos). O Índice de Expectativas (IE) caiu 2,9% em setembro, em comparação com a queda de 4,5% em agosto, e passou de 107,3 pontos para 104,2 pontos, o menor desde maio deste ano (103,8 pontos).

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Na comparação com setembro do ano passado, o ICC caiu 6,7% este mês. Em agosto, o indicador caiu de forma menos intensa, com recuo de 2,6% ante igual mês no ano passado.

Ambiente atual

A desconfiança do consumidor quanto ao ambiente atual da economia brasileira foi o principal motivo apontado pela FGV para explicar o recuo de 3,4% no ICC em setembro contra agosto.

Segundo a fundação, a parcela dos entrevistados para cálculo do ICC que avaliam o momento presente da economia como bom caiu de 27,6% para 20,7% de agosto para setembro. Já a fatia dos que classificam como ruim subiu 20,5% para 21,2%, no mesmo período.

Os consumidores também estão mais pessimistas quanto ao futuro de sua própria situação financeira. A fatia de entrevistados que apostam em melhora no orçamento familiar para os próximos caiu de 33,7% para 28,7% de agosto para setembro. Já a fatia dos que esperam piora também diminuiu, mas em menor magnitude: de 4,7% para 3,5%, no mesmo período.

O levantamento abrange amostra de mais de 2.000 domicílios, em sete capitais, com entrevistas realizadas entre os dias 1 e 22 de setembro.

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