Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Confiança de pequenas e médias empresas cai pela quarta vez consecutiva

A queda está relacionada à combinação de juros em alta e inflação persistente

Francisco Carlos de Assis, Agência Estado,

20 de março de 2014 | 16h50

A combinação de juros em alta e inflação persistente abalou a confiança dos pequenos e médios empresários na condução da economia e de seus próprios negócios para o segundo trimestre de 2014. Medido pelo Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios no Brasil (IC-PMN), calculado pelo Insper e Banco Santander, a queda da confiança equivale a 3,3 pontos em relação a medição anterior, com o índice passando de 69,2 pontos no levantamento do primeiro trimestre para 65,9 pontos na pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 20.

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"Esta é a quarta queda consecutiva do índice desde que atingiu seu ápice no segundo trimestre de 2013, quando foram registrados 75,2 pontos. Isso se dá, principalmente, pelo aumento das incertezas com relação ao futuro da economia, que já atinge todos os setores", explica José Luiz Rossi Junior, professor do Insper.

A expectativa com relação aos lucros para o segundo trimestre passou de 73,8 pontos para 71,5 pontos no segundo trimestre. No que diz respeito ao crescimento da economia para o período, a queda da confiança foi mais forte, com o índice saindo de 61,6 pontos no primeiro trimestre para 59,5 pontos no levantamento atual. Já a intenção de realizar novos investimentos, área que ainda apontava ligeira alta nos primeiros três meses do ano, caiu de 67,8 pontos para 63,6 pontos.

"Acreditamos que o resultado da pesquisa faz parte de um ano de incertezas. Com juros em alta e inflação persistente, é natural que o empresário fique mais cauteloso. No Santander, continuamos empenhados em apoiar o setor não só no acesso ao crédito, como também na assessoria de gestão para o negócio", complementou o diretor de Oferta Integrada & Segmento Empresas do Santander, José Roberto Machado.

Indústria. A confiança dos pequenos e médios empresários do setor industrial foi a que menos caiu no indicador para o segundo trimestre, com recuo de 2,5 pontos ao passar de 69,6 pontos no primeiro trimestre para 67,1 pontos no segundo trimestre.

O índice no comércio foi de 68,8 pontos para 65,5 pontos no mesmo período e no setor de serviços, a queda foi intensa, passando de 70 pontos no primeiro trimestre do ano para 64,7 pontos no próximo trimestre. O IC-PMN relativo ao segundo trimestre resultou de uma pesquisa feita com 1.336 pequenos e médios empresas de todo o País com faturamento de até R$ 80 milhões. 

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