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Arquivo/Agência Brasil
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Confiança aumenta e pequenas empresas recuperam perdas do 1º trimestre

Índice de confiança dos pequenos negócios sobe pelo terceiro mês consecutivo e atinge 98 pontos; todos os setores tiveram alta, com destaque para a indústria

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2021 | 05h00

Os micro e pequenos empreendedores seguem confiantes quanto à retomada dos negócios ao considerarem a melhora no volume de vendas. O índice de confiança para os próximos meses subiu pelo terceiro mês consecutivo e chegou a 95,9 pontos em junho, um incremento de 2,4 pontos em relação a maio. Trata-se do maior patamar desde novembro de 2020, quando se registrou 98 pontos. O resultado consta na última edição da Sondagem de Micro e Pequenas Empresas, pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A expectativa crescente reflete um cenário mais favorável aos pequenos negócios e uma recuperação do que foi perdido no primeiro trimestre, segundo Carlos Melles, presidente do Sebrae. "O avanço da campanha de vacinação, que trouxe melhora nos indicadores da pandemia, combinado com o auxílio emergencial e a MP do BEm ajudaram a melhorar a situação econômica", diz.

Ele aponta também que houve um avanço na expectativa de contratação de mão de obra para os próximos meses, o que impacta na percepção. Embora 79% das pequenas empresas tenham registrado queda no faturamento entre fevereiro e maio deste ano, conforme outro estudo do Sebrae, a esperança de retomada do segmento é positiva. Isso ocorre pelas diferentes metodologias adotadas nas pesquisas.

De acordo com a área técnica da entidade, a sondagem das micro e pequenas empresas capta que o índice de confiança da situação atual, sobre o volume de vendas, melhorou em junho se comparado aos meses imediatamente anteriores. Já a pesquisa que avalia o impacto da crise de covid-19 nos negócios analisa o nível de faturamento comparado a um período sem pandemia. Dessa forma, o otimismo se dá pelas vendas atuais frente ao mês anterior.

A confiança registrada no último trimestre teve um aumento de 14,4 pontos depois de apresentar uma queda em março e chegar ao mesmo nível da recessão de 2014. Todos os três principais setores da economia - comércioserviços e indústria - tiveram incremento no índice, com destaque para a indústria (+6,2 pontos), que na última pesquisa tinha sido o menos promissor. Com isso, o setor industrial atingiu o patamar de 103,9 pontos, o maior nível desde fevereiro de 2021.

"Índices acima de 100 representam uma aceleração, o que é bem positivo. Problemas com estoques que vinham afligindo os empreendedores do setor foram amenizados, o que provocou uma forte melhora nesse indicador e na demanda prevista. Há também uma expectativa de aumento da produção para o próximo trimestre", comenta Melles. Enquanto isso, o nível de serviços avançou 5,3 pontos e o de comércio subiu 1,3.

Impactos positivos nas MPE

O melhor resultado da indústria foi motivado pelo aumento da satisfação das empresas com o momento atual e pelas perspectivas favoráveis em relação aos próximos meses. A parcela das empresas que mencionam estoques excessivos reduziu de 14% para 8,2%. A proporção das que consideram os estoques insuficientes também diminuiu de 16,9% para 14,8%. Entre os segmentos que mais influenciaram no resultado positivo está o de alimentos, enquanto o de vestuário recuou 7 pontos, o que indica maior dificuldade de recuperação.

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Ao analisar o setor de serviços, o índice de confiança das micro e pequenas empresas chegou a 92,2 pontos ao subir 5,3 pontos em junho. Com essa terceira alta consecutiva, o segmento termina o segundo trimestre recuperando totalmente as perdas sofridas no primeiro trimestre de 2021. Aqui, os negócios são impactados também pela percepção de melhora dos empresários em relação a situação atual e perspectivas para os próximos meses. 

Já o comércio, que teve alta de apenas 1,3 ponto (total de 91,8 pontos), foi puxado pela percepção de melhora da situação atual, ao contrário das expectativas, que tiveram queda na tendência dos negócios e nas vendas previstas.

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