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Concorrente do Uber lança franquia para alcançar interior do Brasil

Aplicativo indiano oferece gama de serviços como entrega de documentos, produtos e delivery de comida; franquia da WillGo vai custar até R$ 700 mil

Vitor Tavares, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2016 | 12h02

Hoje, o Uber não está sozinho no serviço de transporte particular no Brasil. Easygo, Cabify, 99pop são alguns dos serviços que tentam quebrar a hegemonia da gigante americana que lidera o debate sobre táxis e regulamentação. Agora, o aplicativo ganha uma nova forma de concorrência: a WillGo, startup surgida Índia que aportou no País neste ano, quer chegar até as pequenas cidades apostando no gerenciamento do negócio via franquia, num investimento que pode chegar a R$ 700 mil.

A iniciativa é inédita no Brasil e também na operação do aplicativo, que licencia o funcionamento do serviço para outros países, como se fosse uma espécie de terceirização. Para se diferenciar no mercado, a WillGo oferece não só o transporte individual (como Uber), mas também na entrega de cargas e produtos. Na prática, a ferramenta vai de moto a pequenos caminhões, para transportar de documentos a móveis, passando pelas pizzas. "Ao invés de se ter veículo parado, aguardando ser acionado, o empresário pode usar as nossas opções de veículos e nossa logística para atender aos clientes", destacou Gabriel da Silva, diretor da WillGo no Brasil.

Todos os serviços da empresa estão disponíveis na mesma plataforma, bastando escolher a opção. Atualmente, o aplicativo está ativo no Rio de Janeiro, em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília. A expansão a outras regiões será no modelo de franchising, em que o franqueado fica encarregado da parte comercial de sua área de atuação, buscando condutores e empresas que queiram se cadastrar no aplicativo.

Sem dar detalhes sobre números da companhia, como a quantidade de downloads ou de motoristas, Gabriel da Silva explica que, diferente dos concorrentes, a WillGo não trabalha com um preço variável de acordo com a demanda (o preço "dinâmico"), mas num valor pré-determinado de quilômetros rodados e tempo da viagem. Mesmo no transporte de cargas, a ideia é ser um serviço no máximo entre municípios próximos.

O alvo da operação são cidades a partir de 50 mil habitantes - e esse fator populacional será o responsável por determinar o preço da franquia, que vai de R$ 97 mil a R$ 700 mil. "A gente transfere a responsabilidade da operação para o franqueado na cidade. O nosso modelo exige uma proximidade, um acompanhamento de perto", revelou o diretor da empresa, que acompanha e avalia os dados do negócio junto ao investidor. O faturamento do franqueado vem de uma porcentagem - não revelada - sobre contratos e corridas. De acordo com a empresa, o tempo de retorno é de 8 a 15 meses, com uma receita que pode variar entre R$ 12 mil e R$ 221 mil mensais.

Para se tornar um franqueado, a empresa exige ensino superior completo e faz uma seleção que leva em consideração currículo, capacidade de investimento e conhecimento do local de atuação. Com os primeiros franqueados começando a atuar no início do próximo ano, a meta é chegar a 200 municípios brasileiros até o final de 2017.

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