Shark Tank/ABC/Reprodução
Shark Tank/ABC/Reprodução

Como um CEO de treze anos conseguiu um investidor sem a ajuda do pai

Noah Cahoon conseguiu US$ 50 mil para sua empresa de aviões de papelão

Estadão PME,

17 de outubro de 2014 | 06h58

 Quando uma companhia diz ser dirigida por uma criança, em geral isso é motivo de desconfiança. Em muitos desses casos, são os pais que fazem todo o trabalho duro, e usam o filho apenas como chamariz, obtendo publicidade instantânea por algo que não é verdade.

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Pois esse não parece ser o caso de Noah Cahoon e seu pai Brian. Os dois são apresentados na última temporada do programa "Shark Tank", do canal ABC, um espaço que simula uma reunião entre investidores e empreendedores. Cada empreendedor deve fazer o 'pitch', mostrar em pouco tempo porquê merece ganhar a atenção e o dinheiro dos investidores.

Noah e seu pai criaram juntos uma empresa para comercializar uma pequena brincadeira da família. Noah criava aviões à partir de caixas de papelão para seu irmão menor, Milo, de seis anos. Brian, que já trabalhou para a Oracle como consultor sênior de vendas, enxergou uma oportunidade e trouxe seu filho para o negócio. Em oito meses, a Paper Box Pilots faturou US$ 7,5 mil vendendo os modelos de avião pelo ecommerce e através de varejistas independentes. Embora a ideia tenha sido do pai, ele diz que Noah é o verdadeiro CEO, participando desde as decisões sobre o design e produção dos produtos até as vendas.

A família chegou ao programa procurando um investimento de US$ 35 mil e mentoria em troca de 25% de participação na empresa. Três dos 'sharks', os investidores do programa, se interessaram pela oferta. No final, o investidor Kevin O'Leary deu a melhor oferta: US$ 50 mil mais mentoria em troca de 50% das ações da empresa.

Quem deu a última palavra, entretanto, foi Noah. Ele até perguntou qual dos investidores deveria escolher. Mas seu pai simplesmente retrucou: "Quem você acha que deve ser o melhor mentor?". A escolha ficou com O'Leary, que já teve uma empresa de software infantil. Ele a vendeu para a gigante do setor Mattel, em 1999, por quase US$ 4 bilhões.

Via Yahoo! Finance.

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