Epitacio Pessoa/Estadão
Epitacio Pessoa/Estadão

Como tirar o seu negócio da estagnação

Para mudar de patamar, fazendo o empreendimento se expandir e se desenvolver, é importante que empresários não ajam por impulso

Cris Olivette, Oportunidades,

19 de novembro de 2012 | 15h00

 A Clínica Phoenix, que oferece massoterapia, acupuntura e estética, foi criada por Marcos Lopes em 1994. Segundo ele, durante muito tempo o negócio foi bastante próspero, mas nos últimos quatro anos houve uma estabilização. Preocupado, ele diz que procurou o Sebrae em busca de orientação, porque além de alavancar o negócio, desejava transformá-lo em franquia.

O consultor do Sebrae- SP que o atendeu, Fabiano Nagamatsu, diz que Lopes foi orientado a fazer um plano de negócio para retomar o crescimento, antes de virar um franqueador. “Com o plano de negócio nas mãos, ele percebeu que o lucro de sua empresa era menor do que supunha”, diz Nagamatsu.

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Lopes conta que agora está reorganizando o fluxo de caixa. “Dessa forma vou ter maior controle sobre o que tenho para pagar e o quanto tenho para receber. Também identificamos que a principal carência da clínica estava na área de marketing, e já estou iniciando um trabalho agressivo de divulgação.”

Segundo Lopes, depois da reorganização, sua intenção é transformar a marca em franquia. “Tenho know-how de quase 20 anos e um nome reconhecido no mercado.” Ele conta que, em paralelo, já está produzindo um manual para padronizar os serviços. “Também já registrei a marca no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).”

Para o dono da Improve Assessoria Empresarial e Bureau de Créditos, Plínio de Oliveira Junior, manter negócio operando sempre do mesmo jeito porque está dando dinheiro, não significa que a empresa está crescendo. “Enquanto esse empresário está apenas se mantendo, uma outra empresa do mesmo segmento pode estar crescend0.” Para ele, os donos devem buscar sempre o aprimoramento técnico.

Nagamatsu diz que existem duas saídas para empresários que desejam expandir o negócio ou aumentar as vendas. “Infelizmente, a maioria acaba optando pelo olhômetro. Isso quer dizer que ele só analisa as entradas financeiras e o volume de vendas, sem considerar a estrutura interna e a tendência de mercado.”

Segundo ele, implantar medidas por impulso compromete o ciclo de vida da empresa. “Essa atitude pode levar o negócio à falência ou a contrair uma dívida alta com os bancos.” Ele afirma que o mais recomendável é o planejamento feito com base no plano de negócio. “Muitos acham que ele só serve para quem está iniciando uma empresa. Isso não é verdade. Ele também é vital para quem quer expandir.”

Para ajudar o pai a impulsionar o Laboratório Itapetininga de Análises Clínicas, no mercado há 21 anos na cidade de mesmo nome, o jovem pós-graduado em gestão empresarial Tomás Dzioba, assumiu a administração.

“Minha participação é para modernizar os processos. Há três meses, por exemplo, passamos a usar o software Jalis, que é bastante sofisticado e comanda todas as operações da empresa.” Ele diz que, além de tecnologia, a empresa também investiu em nova estrutura, com 410m², planejada para ser o laboratório.

Todas as transformações, diz o jovem, foram determinadas pelo plano de negócio. “Nele incluímos as rotinas e os controles dentro do laboratório, para não ter desperdício. Em relação a mudança para uma área maior, avaliamos quantos funcionários mais seriam contratados, qual seria o investimento com os encargos trabalhistas, e em quanto tempo o retorno viria.”

Já o dono da escola de informática e de rotinas administrativas Ideal Qualificação Profissional, Newton Rossi Gouvêa, que largou o emprego no Banco do Brasil para empreender, conta que procurou o Sebrae assim que pediu demissão, em 2006. “Primeiro, quis estabelecer uma estratégia e definir o plano de negócio.”

Segundo ele, nos seis anos de atividade, a empresa tem crescido acima da meta de 10% ao ano. “Vamos fechar 2012 com crescimento de 22%.” Em sua opinião, o planejamento é determinante para o crescimento de qualquer negócio. “Ele ajuda a aumentar o lucro e a reduzir a possibilidade de erros. É arriscado o pequeno empresário se lançar no mercado sem planejamento, porque os recursos são limitados e não permite erros.” Assim como Lopes, Gouvêa também está se preparando para transformar a sua marca em franquia.

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