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Como faturar R$ 104 milhões por ano com sorvetes

Isaias Bernardes começou a administrar pequeno negócio aos 18 anos e construiu rede com 250 unidades

Renato Oselame, especial para o Estado,

18 de maio de 2014 | 08h02

Aos 18 anos, Isaias Bernardes tomou as rédeas da sorveteria do pai e transformou o pequeno comércio em um case de franchising. Hoje, a Chiquinho Sorvetes fatura R$ 104 milhões por ano e está presente em 24 estados do País, com 250 unidades em operação e outras 100 sendo implementadas nos próximos seis meses. A razão para este sucesso, segundo Bernardes, foi o investimento em uma variedade de produtos a preços acessíveis e uma parceria com uma grande empresa de laticínios para viabilizar a sua expansão.

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A história de Bernardes teve início em 1980, quando seu pai, Francisco Olímpio de Oliveira, abriu a primeira unidade da sorveteria, que na época também funcionava como casa de sucos, na cidade de Frutal, Minas Gerais. Desde o início, o filho ficou responsável por gerenciar o negócio do pai. "A primeira loja que ele abriu já passou para mim", conta.

A sorveteria se firmou na cidade e, quando eles decidiram se mudar para Guaíra, no interior de São Paulo, em 1986, levaram a Chiquinho com eles. E foi com o investimento de familiares que Bernardes começou a expandir a marca. "Fui abrindo unidades em toda a região norte do Estado e houve um crescimento muito rápido por causa da grande demanda pelos produtos", explica. 

Conjuntamente, Bernardes e seus parentes abriram novas sorveterias até atingir a marca de 80 unidades no interior de São Paulo. A partir daí, a estratégia para o crescimento se modificou. "Em 2010, houve uma demanda muito grande por novas unidades e resolvemos transformar a Chiquinho Sorvetes em franquia. De lá para cá, houve expansão de 50% ao ano", estima Bernardes. Para 2014, a projeção de faturamento da empresa é de R$ 190 milhões.

Dificuldades. A transição entre a empresa de base familiar para um modelo de franquias, contudo, não foi fácil. "Foi um grande desafio convencer toda a família a aderir ao sistema. Foi um trabalho de convencimento com reuniões e mais reuniões mostrando vantagens", explica. A partir desta decisão, Bernardes e todos os parentes decidiram abrir mão de suas próprias unidades para que se transformassem, também, em lojas franqueadas. 

Esta transição também gerou um dos maiores desafios da carreira de empreendedor de Bernardes: a mudança de um modelo artesanal para uma produção industrial em larga escala. "Existe uma grande diferença entre tomar um sorvete preparado na própria loja e passar para um sistema industrial. Muda tudo", afirma. Pensando na qualidade do produto, Bernardes fechou contrato com uma empresa de laticínios de Goiás e trocou conhecimento com a companhia para transformar os sorvetes da marca em produtos longa vida.

Apesar do crescimento significativo nos últimos 20 anos, Bernardes revela que nem sempre o destino da marca pareceu promissor. "Enfrentamos muitos planos econômicos, oscilações e congelamentos de preço. O auge da crise foi muito difícil. O Plano Cruzado foi o maior desafio que enfrentei". Na época, Bernardes havia realizado um financiamento que teve a taxa de juros multiplicada pela crise. "A projeção era 5%, no outro mês era 40% e depois de trinta dias foi para 80%. Foi a maior loucura", comenta.

A dívida sanada, bem como outros percalços gerenciais, viraram experiência, que o empresário divide com outros empreendedores menos experientes. "A dica é persistência. Nunca perca o foco do seu objetivo e trabalhe para conseguir melhorias constantes. Tanto em produto, quanto em qualidade e inovação", diz.

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