Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Comércio virtual não é apenas abrir uma loja e colocar os produtos à venda para o consumidor

Evento aconteceu nesta quinta-feira, 5, em São Paulo

Estadão PME,

05 de setembro de 2013 | 13h35

Com um faturamento que deve chegar a R$ 28 bilhões, o comércio eletrônico é, sem dúvida, um dos principais segmentos de negócios da atualidade no Brasil. No entanto, para alcançar destaque no ramo, é preciso muito mais do que abrir uma loja virtual e colocar produtos à venda. Entre o sucesso e o fracasso, o empresário precisa percorrer um longo percurso, não raro repleto de trechos nebulosos, como os que dizem respeito à tecnologia, gestão de startup e técnicas de logística.

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Em sua sexta edição, o Encontro Estadão PME que aconteceu nesta quinta-feira, 5, tratou de debater o tema. O evento reuniu empresários e especialistas em e-commerce para tratar dos rumos do setor, assim como as alternativas para se destacar da concorrência, atrair clientes e investidores.

Logo em seu primeiro módulos, os líderes de quatro empreendimentos de destaque discutiram os caminhos para alcançar relevância na área. Na opinião de Rogério Salume, do e-commerce de vinhos Wine, Adam Burgh, da Baby.com.br, loja de artigos infantis, o veterinário Marcio Walman, dono do pet shop virtual Pet Love, e Jonathan Assayag, que vende óculos pela rede na loja Lema 21, se há uma fórmula para o sucesso ela é a mesmo que há anos consagra modelos tradicionais de comércio: a atenção ao cliente, a busca pela inovação e o cuidado em oferecer uma experiência de compra agradável.  

"(Para fazer sucesso,) tem de fazer o feijão com o arroz no e-commerce, que é prestar atenção no cliente, na inovação e na experiência", disse Rogério Salume.

Na sequência, Pedro Guasti, vice-presidente de marketing do Buscapé, Carlos Moyses, do RestauranteWeb, e Marcos Simões, da Endeavor, debatarem meios de como colocar um negócio do gênero na mira dos fundos de capital de risco e investidores-anjos, alternativa muito celebrada no ramo para o financiamento da expansão.

A conclusão do trio é que, seja qual for o produto ou o serviço a oferecer, um fator primodial atualmente é adaptar a plataforma para o acesso de dispositivos móveis, como celulares e tablets. "Mobilidade já é uma realidade", afirmou Pedro Guasti, que cita pesquisas do E-Bit para fundamentar sua citação. "Os dispositivos móveis já representam de 3,5% a 4% dos pedidos de compra no e-commerce. Daqui a cinco anos, representará de 50% a 60% das compras", afirma.

A terceira parte do evento foi dedicada aos gargalos que tradicionalmente um empresário brasileiro precisa enfrentar e como isso pode afetar a sustentabilidade do empreendimento. O consenso de Enio Garbim, executivo da área de e-commerce da IBM, Gerson Rolim, diretor da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, e Sandra Vaz, vice-presidente de ecossistemas de canais da alemã SAP, é de que problemas são, na verdade, oportunidades. Para eles, o empresário brasileiro deve buscar um viés positivo das carências locais para, assim, ampliar o faturamento.

Por fim, foi a vez de ouvir os ensinamentos de quem construiu um patrimônio considerável no varejo online. Por cerca de 1h, Flávio Jansen, cofundador do Submarino e atual presidente da Localweb, e Thinbaud Lecuyer, sócio da Dafiti foram conselhos à plateia formada prioritariamente de pequenos empreendedores.

De acordo com Jansen, o modo de trabalhar da empresa veio muito da cultura dos fundadores, da "'barriga no balcão', de fazer o melhor no que o meu cliente vem buscar", afirma. "A dica para quem está começando é não tentar atender todo mundo. É preciso identificar um grupo onde você consiga ter um diferencial", disse Jansen.

Já para o francês Lecuyer, o conselho é "contratar pessoas mais inteligentes que você, mesmo que tenha que pagar caro por isso. São os talentos que vão criar os valores da companhia e deixar vocês mais livres para criar", afirmou.

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