Comércio online se consolida

Comércio online se consolida

PMEs usam plataformas de compra online em seus negócios e apontam as preferidas

O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2017 | 06h00

A gradativa consolidação do e-commerce brasileiro deixou o pequeno empreendedor mais confiante na hora de escolher e avaliar os sites de compras online com que prefere trabalhar. O setor cresceu 11% em 2016, na comparação com o ano anterior, atingindo um faturamento de R$ 53,5 bilhões e 179 milhões de pedidos, segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Para 2017, a expectativa é de que o e-commerce brasileiro cresça 12% em relação ao ano passado e alcance um faturamento de R$ 59,9 bilhões, com mais de 200 milhões de pedidos.

O reflexo aparece na pesquisa Escolha PME. A Americanas.com alcançou um índice de satisfação de 88. Em segundo lugar ficou a Kalunga (77), seguida pela Mercado Livre (75). Na última pesquisa, referente a 2015, não foi possível analisar isoladamente as marcas, porque a menção dos entrevistados aos fornecedores era muito pulverizada.

Shopping virtual com diferentes lojistas

Com mais de três milhões de produtos, a Americanas.com lidera o ranking de satisfação da categoria Site de Compras, com 88 de índice. Para Márcio Cruz, diretor da empresa, o resultado é reflexo de investimento nos últimos anos na plataforma e do crescimento do marketplace (espécie de “shopping virtual”) da marca.

A B2W, dona da Americanas.com, Shoptime e Submarino, lançou seu marketplace em 2013. No primeiro semestre de 2017, considerando as três marcas (a empresa não separa os resultados), a plataforma cresceu 43%, em relação ao mesmo período de 2016. Esse mercado já representa 29% das transações da B2W.

“Os clientes têm acesso a uma maior variedade de produtos vendidos e entregues por lojistas especializados, com ofertas de preços, estoques de todos tamanhos, prazos de entrega e excelentes marcas, podendo comprar itens de diversos parceiros em uma mesma transação.” Segundo Cruz, preço baixo, agilidade e boa condição de pagamento são decisivos na hora de escolher uma plataforma.

Sistema de recompra automática

A Kalunga planeja o lançamento de serviços para ajudar o pequeno e médio empresário a planejar melhor seu abastecimento. Oficialmente, 55% das compras do site da empresa vêm desse público. Mas o número pode ser maior porque microempresários acabam cadastrando suas transações com o próprio CPF, aponta Felipe Algazi, gerente de inteligência de negócios da marca.

De olho no segmento, a Kalunga vai lançar um sistema de recompra automática. Quando uma empresa realizar uma compra pelo site, terá a opção de escolher que itens deseja incluir automaticamente na sua próxima cesta e com que periodicidade – de 15 em 15 dias, ou de 30 em 30, por exemplo.

“Será tudo automático. Faltando uns três dias para a entrega, o comprador receberá um aviso e terá tempo para confirmar o pedido ou descadastrar algum item, mudar a forma de pagamento, aumentar a quantidade.” O executivo estima que em até três meses o serviço esteja em operação.

Outra novidade prevista para este mês é a entrega expressa, no mesmo dia da compra online. “Vendemos produtos de extrema urgência, como toner de impressora, vitais para pequenos empresários.”

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