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Com um olho na Europa, dólar recua para R$ 1,753

Apesar da falta de definições na cúpula da União Europeia agentes financeiros depositaram confiança em uma solução de curto prazo para a região

Silvana Rocha, da Agência Estado,

24 de outubro de 2011 | 18h55

A esperança dos investidores de que os líderes da zona do euro avancem até quarta-feira na tomada de decisões para enfrentar a crise da dívida soberana moveu os mercados hoje e determinou a valorização do euro e do real em relação ao dólar. Apesar da falta de definições na cúpula da União Europeia ontem e dos dados econômicos da Europa hoje reforçarem os receios de que a crise da dívida está afetando a França e a Alemanha, os agentes financeiros depositaram confiança numa solução de curto prazo para os problemas da região. O ânimo foi renovado ainda pelo índice de atividade industrial da China em outubro, que mostrou expansão da atividade e deu impulso às Bolsas internacionais e principalmente à Bovespa, sobretudo por causa da exportadora Vale.

Em nova sessão marcada pela volatilidade e um fluxo cambial pequeno, o dólar à vista fechou com queda de 1,52%, a R$ 1,7530 - menor valor desde o último dia 14, quando encerrou em R$ 1,7320. Na BM&F, o dólar pronto terminou na mínima do dia, com baixa de 1,45%, a R$ 1,7508. Durante a manhã, o dólar à vista subiu até R$ 1,7850 (+0,28%) no balcão, pressionado por compras de um agente financeiro no mercado futuro, onde o dólar novembro de 2011 avançou até R$ 1,7890 (+0,53%). Essa demanda pontual ocorreu depois que o euro devolveu momentaneamente pela manhã os ganhos intradia e caiu ante o dólar.

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A mínima do euro, pela manhã, foi de US$ 1,3822. Contudo, a confirmação pela Comissão Europeia da reunião de cúpula desta quarta-feira restaurou a confiança de que uma proposta ampla para resolver a crise deve ser finalizada até lá, o que reconduziu o dólar à queda. O projeto em discussão deve incluir a recapitalização dos bancos europeus, uma reestruturação substancial da dívida da Grécia e o fortalecimento da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), que poderá chegar a 1 trilhão de euros, dos atuais 440 bilhões de euros.

Na China, o Índice de Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês) do país, medido pelo HSBC em versão preliminar, subiu para 51,1 em outubro, de uma leitura final de 49,9 em setembro - esse avanço foi o primeiro desde agosto e também o primeiro registro de expansão da atividade desde junho.

Na Europa, o índice composto dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) da zona do euro caiu para 47,2 em outubro, segundo leitura preliminar. É o menor nível desde julho de 2009. De outro lado, as encomendas à indústria da zona do euro aumentaram 1,9% em agosto, na comparação com julho, e 6,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, informou a Eurostat.

No Japão, persistem expectativas de que o governo pode lançar esta semana nova rodada de medidas para conter a valorização do iene. Em Nova York, às 16h36, o euro valia US$ 1,3945, de US$ 1,3899 no fim da tarde de sexta-feira. O dólar caía a 76,01 ienes, de 76,19 ienes na sexta-feira.

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