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Com R$ 15 mil no bolso já é possível abrir uma clínica odontológica

Especialistas recomendam especialização em outras áreas para fazer o negócio prosperar

Carolina Dall’Olio e Lígia Aguilhar, Estadão PME,

19 de agosto de 2011 | 00h05

Com cerca de R$ 15 mil mais os custos do aluguel de um imóvel é possível comprar os equipamentos necessários e montar uma clínica odontológica. Abrir um empreendimento como esse é o destino de muitos dos 11 mil dentistas que se formam todos os anos no Brasil – e também de profissionais de outras áreas. Mas é preciso mais do que conhecimento técnico para que o consultório se transforme em um negócio bem sucedido.

“O primeiro passo é entender que público se pretende atingir”, afirma Roberto Aranda, da Oralfix Consultoria, especializada em orientar profissionais que pretendem abrir uma clínica odontológica. “Depois então é preciso estudar a viabilidade do negócio, fazer um planejamento”, explica Aranda.

O consultor afirma que um dos problemas mais comuns que os dentistas enfrentam é a falta de formação gerencial. “Embora muitos desses profissionais pensem em montar um consultório, muitos deles não têm nenhum conhecimento em Administração, Marketing e Direito. Eles não aprenderam nada disso na faculdade. A Odontologia no Brasil é amadora em relação aos aspectos necessários para montar uma empresa.”

Para driblar essa deficiência, uma das saídas é encontrar sócios com habilidades complementares. Ou então reunir diversos dentistas que trabalhem em uma mesma clínica – assim fica mais fácil captar clientes e dividir despesas.

Formado há dois anos em Odontolgia, Marcelo Sirolli Ferreira está prestes a inaugurar, ao lado de outros dois sócios, uma clínica chamada Previna Cárie no bairro da Água Funda, na zona sul da Capital de São Paulo. O público alvo da empresa será a classe C. “Estudamos o mercado da região e percebemos que, embora já houvesse outras clínicas por ali, nenhuma delas tinha a classe C como foco”, afirma Ferreira. “Por isso identificamos ali uma oportunidade.”

Mas além de definir o público da clínica e se associar a outros dentistas para reduzir os custos, Ferreira também tomou outros cuidados para garantir o sucesso do negócio. Com a ajuda da Oralfix, montou um planejamento detalhado e organizou o consultório como uma empresa. “Definimos a nossa política de preços depois de analisar nossos custos e definimos o papel de cada sócio no negócio. E vamos trabalhar para atrair clientes, divulgando a empresa em colégios, nas igrejas próximas e também na internet”, explica.

Franquias

Ao notar que muitos dentistas tinham dificuldades na administração de seus negócios, muitas redes de franquia surgiram para preencher esta lacuna. Elas oferecem treinamento gerencial, ferramentas que auxiliam na administração das finanças, suporte na gestão do negócio e apoio no marketing e divulgação. Mas, é claro, cobram por isso.

Para abrir uma franquia da Odontoclinic, por exemplo, são necessários cerca de R$ 240 mil, somados os custos com taxa de franquia, capital de giro e capital para instalação. Mas o faturamento médio mensal é estimado em R$ 120 mil, com lucratividade de 25% a 30% e retorno do investimento em até 24 meses. Já na rede Sorridents, o investimento inicial varia entre R$ 250 mil e R$ 350 mil. E o faturamento estimado fica em R$ 100 mil, com lucratividade de 20%.

Ambas as redes têm a classe C como alvo – um público que, em boa medida, ainda não tem por hábito frequentar assiduamente uma clínica odontológica. “O mercado de atendimento odontológico ainda tem muito para crescer”, afirma Cleber Soares, vice-presidente da Sorridents. Uma pesquisa feita pela rede mostra que 88% da população brasileira ainda não possui nenhum tipo de assistência odontológica.

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