Sergio Neves/ AE
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Com alimentos em alta, inflação pelo IPC-S sobe a 0,40% em agosto

A variação nos preços dos alimentos saltou de 0,55% para 0,80% entre a terceira e a quarta quadrissemana de agosto

Alessandra Saraiva, Agência Estado,

01 de setembro de 2011 | 09h21

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu 0,40% até a quadrissemana finalizada em 31 de agosto, após cair 0,04% no indicador de até 31 de julho, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O desempenho também ficou acima do IPC-S imediatamente anterior, de até 22 de agosto (0,31%).

A taxa ficou dentro das previsões dos analistas consultados pela Agência Estado (de 0,37% a 0,45%), mas abaixo da mediana das expectativas (0,42%). Com o resultado anunciado hoje, o indicador acumula altas de 4,17% no ano e de 7,10% em 12 meses.

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Pela terceira semana consecutiva o grupo Alimentação foi a classe de despesa que mais contribuiu para o avanço da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S). A variação nos preços dos alimentos saltou de 0,55% para 0,80% entre a terceira e a quarta quadrissemana de agosto, pressionada por acelerações de preços em frutas (de 5,70% para 7,47%) e carnes bovinas (de 1,20% para 1,67%).

Alimentação não foi o único grupo a mostrar avanço mais intenso de preços. Mais quatro classes de despesa mostraram queda mais fraca de preços ou taxa de inflação mais forte, no mesmo período. É o caso de Vestuário (de -0,63% para -0,33%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,36% para 0,46%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,12% para 0,19%) e Transportes (de 0,08% para 0,11%).

Apenas um grupo mostrou decréscimo em sua taxa de variação de preços. É o caso de Despesas Diversas (de 0,04% para -0,04%). Já o grupo Habitação manteve a mesma taxa de inflação (0,38%).

Entre os produtos pesquisados, as mais expressivas altas de preço foram apuradas em limão (104,85%); aluguel residencial (0,72%); e leite tipo longa vida (2,66%). Já as mais significativas quedas de preço foram registradas em batata-inglesa (-21,39%); alho (-10,38%); e cebola (-10,01%).

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