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Clube de assinatura vende caixa com guloseimas típicas de destinos famosos pelo mundo

Norte-americana Try The World foi acelerada dentro do Google e aposta no interesse do internauta por conhecer os sabores de cidades conhecidas e exóticas do planeta

Renato Jakitas, Estadão PME,

23 de maio de 2013 | 07h30

Vender pela internet a assinatura de produtos de uso e interesse cotidiano tem se demonstrado um grande negócio, como comprovam clubes de vinho, sapatos, ração para cachorro e até lentes de contato. Mas uma startup sediada em Nova York decidiu testar os limites do modelo. A empresa lançou em fevereiro último um e-commerce de recorrência que entrega, na casa do cliente, uma caixa com guloseimas e demais produtos típicos de cidades ao redor do mundo.

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Com pacotes de assinatura de três, seis e 12 meses, a Try The World, como se chama a empresa, procura explorar os sabores, sons e demais itens que compõem a cultura de destinos turísticos famosos - ou até exóticos -, segundo os fundadores Kat Vorotova e David Foult.

As duas primeiras caixas lançadas pela empresa, no entanto, foram dedicadas a Paris, cidade natal de David Foult, que se mudou para Nova York no passado com o objetivo de fazer uma pós-graduação na Universidade de Columbia. 

Por US$ 49,50, por exemplo, o assinante recebe em casa uma seleção gourmet batizada de The Classic Paris Box, com geleias, chocolates, antepastos, chás e demais produtos típicos e feitos por pequenos produtores regionais da França.

"Nosso consumidor busca experimentar culturas internacionais sem os altos custos de uma passagem de avião. Com o  crescimento do interesse mundial pelo turismo, acreditamos que existe uma grande oportunidade de mercados para nossos produtos", afirmou a empresária Kat Vorotova, em entrevista à rede de televisão CBS.

Lançada em fevereiro deste ano, a empresa antes passou pelo programa de aceleração do Google. Tocada apenas pelos dois empreendedores, o desafio, agora, é aproveitar o período de férias de verão no hemisfério norte para contratar estagiários. Com um time mais robusto, o plano dos empresários é lançar, nas próximas semanas, mais duas caixas de experiências, desta vez com produtos típicos de Tóquio, no Japão, e de Istambul, na Turquia.

Mercado. A subscrição, como também é conhecido o serviço de assinatura de produtos, está longe de ser um conceito novo. Os padeiros, por exemplo, faziam entregas de porta em porta no passado e, dessa forma, firmavam contratos informais de entrega regular com seus clientes. 

Recentemente, novas empresas têm encontrado modos criativos de usar a internet para vender produtos que não costumam ser comercializados por assinatura: há operações de sapatos, vinhos e até lentes de contato.

Em fevereiro, contamos aqui a história do o veterinário Marcio Waldman, dono da PetLove, que investiu R$ 300 mil para vender ração por assinatura quinzenal, mensal ou trimestral. 

O próprio avanço do modelo, em si, foi alvo de uma reportagem especial, que pode ser conferida aqui, aqui e aqui. Especialistas, investidores e empresários do setor foram unânimes ao afirmarem que o modelo tende a ganhar espaço a medida em que os projetos apontam seu plano de negócios para a conveniência, principalmente com a venda de produtos que atendem necessidades cotidianas do consumidor.

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