Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Clube A Hebraica tem projeto de empreendedorismo para jovens

Comunidade pretende manter na agremiação jovens que costumam se ausentar dela por motivos profissionais; projeto é aberto a não sócios

O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2017 | 16h29

Empreender é uma aspiração cada vez mais comum. Pesquisa encomendada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Fierj), revela que dois a cada três jovens brasileiros pretendem seguir esse rumo.

Em São Paulo, por outro lado, um levantamento feito pelo clube A Hebraica de São Paulo concluiu que a faixa etária entre os 18 e os 35 anos é aquela com o menor número de frequentadores da associação. É o momento em que os jovens colocam a vida profissional num plano mais elevado, deixando os laços comunitários em segundo plano. A caminho dos 40 anos, muitos desses sócios já estão casados e com filhos, e voltam a frequentar o clube para desfrutar o convívio familiar.

Munida dessas informações todas, a diretoria da agremiação decidiu criar um atrativo para orientar, dentro do clube, os sócios a empreender e atraí-los para a agremiação. Trata-se do Merkaz, projeto desenhado para disseminar conhecimento sobre empreendedorismo, ampliar redes de contatos e proporcionar oportunidades de crescimento pessoal e profissional. 

Um dos atrativos do Merkaz é a quantidade de bons profissionais, tanto na ativa como já aposentados. "Muitos dos encontros em sinagogas já terminam mesmo em conversas sobre negócios. O Merkaz é um espaço que simplesmente vai proporcionar mais apoio, feedback e mentoria para acelerar esses processos naturais", diz André Cain, que se beneficiou do Merkaz e também do Núcleo de Empreendedorismo da USP para lançar a Flowsense, primeira empresa formada a partir do Merkaz.

Cabe ressaltar que o Merkaz está aberto também a empreendedores de fora da comunidade judaica e a não-sócios da Hebraica. "Predominam nos encontros membros da comunidade em razão da rede de contatos, mas o local está aberto a todos", acrescenta Cain.

Para se ter uma ideia do tipo de experiência contemplada pelo jovens empreendedores no local, basta citar que o diretor da Amazon no Brasil, Alex Szaspiro, membro da comunidade, participou de alguns encontros.

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