Sergio Neves/AE
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Cinco sinais de que a empresa vai mal

Identificar os principais indícios de que o negócio está no caminho errado pode ajudar o empresário a reverter a situação antes que ela se agrave

Carolina Dall'Olio, estadão pme,

20 de janeiro de 2012 | 07h50

 O sinal mais evidente de que uma empresa enfrenta dificuldades é a queda nas vendas. Se estiver acompanhada de redução das margens de lucro, pior ainda. Quando os clientes somem e o dinheiro não aparece, fica claro que o negócio não está no caminho correto.

Pode ser algo pontual. Nesse caso, medidas simples devem resolver a questão. Mas especialistas afirmam que, quando o faturamento não para de cair, normalmente é uma conseqüência de erros antigos e recorrentes. Por isso, vale a pena identificar os sinais no início, para corrigir a trajetória antes que o problema ganhe uma dimensão maior.

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Confira quais são os principais indícios de que a empresa vai mal e saiba que ações o empresário pode adotar para reverter a situação:

1)Problemas no fluxo de caixa

As vendas vão bem, os clientes estão satisfeitos, mas há alguns dias do mês em que a empresa fica sem dinheiro nenhum para pagar as contas ou fazer novas compras. “Isso normalmente é fruto de desorganização”, avisa Dariane Castanheira, professora do Programa de Capacitação da Empresa em Desenvolvimento da Fundação Instituto de Administração (Proced/FIA). “Mas também pode ser que a empresa esteja realizando muitas vendas a prazo.”

O que fazer: a lição básica é sincronizar os dias de recebimento com os dias de pagamento. Ou seja, casar a entrada e saída do dinheiro. Mas isso não basta. É preciso definir também qual o porcentual das vendas que poderão ser feitas a prazo ou instituir um valor mínimo para que a compra seja parcelada. Também é preciso considerar a margem de inadimplência para que o esquema não falhe.

2) Parceiros param de dar bola para a empresa

“Quando os fornecedores passam a impor muitas condições para vender para a empresa, é sinal de que eles não fazem mais questão de tê-la como cliente”, diz Dariane. Isso significa que a empresa perdeu prestígio, relevância ou apenas oferece condições de compra desvantajosas para seus parceiros. Os fornecedores estão sinalizando que podem elevar os preços ou simplesmente parar de vender para a empresa em breve.

“Quando os bancos também recusam um empréstimo, o empresário deve ficar atento. Isso mostra que a empresa tem ou pode vir a ter problemas financeiros”, alerta Castanheira.

O que fazer: Nada melhor do que ter uma conversa franca para tentar descobrir os motivos por trás da atitude de fornecedores e bancos. O empresário deve pedir para que eles falem sobre suas desconfianças e apontem as falhas que enxergam em seu negócio.

3) Aumento do número de reclamações dos clientes

Começa sempre bem devagar. Um cliente reclama de um pequeno problema no atendimento ou defeito no produto. A situação se resolve na hora. Daqui a alguns dias, outro tipo de queixa. Até que elas se tornam mais frequentes, por diferentes razões. “A empresa pode resolver problemas pontuais e demorar para perceber qual é o real motivo das reclamações”, analisa o consultor Vladimir Valladares, da V2Consulting.

O que fazer: Conversar com os clientes e tentar entender exatamente quais foram os erros ocorridos é o primeiro passo. Depois, é preciso questionar os funcionários e indagar também as suas razões. Mas nas duas conversas as perguntas devem investigar não apenas um caso específico, e sim situações mais amplas. O empresário deve se abrir para o diálogo, sem medo de críticas.

4) Queda de produtividade

“Isso ocorre quando os funcionários têm muito retrabalho, precisam repetir a mesma tarefa muitas vezes até que o resultado final seja satisfatório”, indica Valladares. “Outra forma de notar o problema é identificar que o uso de materiais aumentou mais do que a produção em si.”

O que fazer: o problema normalmente ocorre por falta de capacitação dos funcionários ou por sobrecarga de trabalho, que aumenta a quantidade de erros. No primeiro caso, a criação de processos claros, aliada a um programa de treinamento, pode ajudar a minimizar os erros. No segundo caso, a empresa deve aumentar seu quadro de funcionários ou melhorar os processos, deixando-os mais simples e mais claros. Caso não possa fazer isso, terá de assimilar a perda de qualidade.

5) Rotatividade alta

Mesmo com o mercado aquecido, as empresas devem ser minimamente capazes de manter seus quadros e evitar uma dança de cadeiras intensa. “Quando os funcionários duram muito pouco na empresa ou quando antigos colaboradores demonstram muita insatisfação, a coisa não vai nada bem”, avisa Valladares. “Os empresários precisam perceber que o problema nem sempre é dinheiro.”

O que fazer: É preciso sempre monitorar o clima da empresa. Em negócios de pequeno porte é ainda mais fácil fazer. O empresário deve manter um diálogo com os funcionários, circular pela empresa e se mostrar disposto a ouvir críticas e reclamações. 

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