Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Cinco perguntas que o empreendedor deve fazer ao seu filho antes de contratá-lo

Forçar a barra apenas para manter a família no poder pode ser um erro

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

03 de setembro de 2013 | 18h19

A primeira pergunta, e mais lógica, que o comandante de uma empresa pode fazer ao filho, caso deseje que o familiar entre no negócio, é se ele quer. E se a resposta for um sim, então começa a fase de preparação e desenvolvimento. O filho precisa aprender ou melhorar conceitos de liderança e empreendedorismo, entre outros.  Pelo menos deveria ser assim. O consultor de empresas familiares Silvinei Toffanin, ressalta quais são as perguntas que o empresário deve fazer. São cinco.

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O empresário, conta o especialista, deve identificar se o filho tem as características necessárias ou está disposto a desenvolvê-las. "É preciso perguntar e avaliar o nível do familiar quanto a capacidade de liderança, características de empreendedorismo, habilidades de comunicação (para lidar com o mercado e os funcionários), de cooperação (não ser isolado, mas participativo) e aspectos de responsabilidade (cuidar das finanças da empresa e das pessoas)", explica.

O que não deve ser feito é forçar a barra. Essa é a opinião de Eloy Tuffi, presidente da rede de escolas de informática e inglês Microcamp. "Nenhum pai deve forçar o filho a fazer o que ele não quer", afirma. Ele tem três filhos que hoje fazem parte da gestão da empresa, mas apenas um deles queria, os outros dois entraram no negócio mais tarde, depois de tentarem outras carreiras.

A Microcamp está no mercado há 36 anos, mas o filho Danilo e a filha Daniela só entraram na empresa há 6 e 5 anos, respectivamente. O filho Davi já está há 24 anos na casa, começou aos 14 anos, e passou por quase todas as áreas da companhia, que hoje fatura mais de R$ 200 milhões no ano e atende em torno de 170 mil alunos.

Danilo e Daniela Tuffi tentaram outros mercados, editoria e de beleza, antes de assumirem cargos na Microcamp, mas eles descobriram que a oportunidade de crescerem financeiramente estava mesmo na empresa do pai. Um destaque é que os filhos de Eloy não ocuparam o cargo de outros profissionais. O exemplo é Danilo, que abriu a primeira unidade de ensino de plataformas Apple e fez o negócio crescer. Atualmente ele é o diretor de 11 escolas que têm essa atividade. As outras 30 unidades próprias da escola estão sob o comando do filho Davi, e Daniela, junto com o seu marido, é proprietária de uma das franquias da marca.

Segundo Eloy, todos entraram no negócio porque têm talento e receberam o aval do pai. "Eles foram preparados por mim para assumirem os cargos, com foco em liderança e em formação de equipes, pois sem um bom time não se ganha dinheiro", diz.

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