Pedro Knoll/Estadão
Pedro Knoll/Estadão

Cientistas conseguem detectar a exposição de uma pessoa a pesticidas

Monitoramento é feito com base na quantidade de produtos orgânicos que consome

Estadão PME,

18 de fevereiro de 2015 | 06h52

Você pode até se sentir bem consigo mesmo quando paga alguns reais a mais por um pêssego orgânico, mas sabe se essa atitude realmente faz diferença em termos de exposição a produtos tóxicos? Um novo estudo afirma que sim -- e indica que é possível avaliar a exposição a pesticidas diante da quantidade de produtos convencionais ou orgânicos que você tem comido.

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O estudo publicado na Environmental Health Perspectives e divulgado pelo portal Fast Company analisa a exposição a organofosfatos -- um inseticida frequentemente utilizado nas lavouras nos Estados Unidos -- em 4500 pessoas de seis cidades do país. O resultado constatou que os participantes que comem mais orgânicos apresentam um índice consideravelmente menor de pesticidas no organismo em relação aos que ingerem alimentos feitos com produtos químicos.

Porém, nem todos os produtos podem ser avaliados da mesma forma. Pessoas que comeram alimentos que têm o crescimento exposto por pesticidas como tomates, pêssegos e nectarinas apresentam níveis mais elevados de concentração de organofosfatos que pessoas que mastigaram alimentos com menos exposição de pesticidas (como abacates e outras frutas e legumes com peles).

"A partir da pesquisa, podemos coletar uma amostra de urina e obter um resultado instantâneo, em vez de se concentrar no que o paciente comeu no último dia ou dias, e ver a relação entre o que medimos e o que podemos prever", explica Cintia Curl, líder do estudo.

No futuro, a ideia é poder reverter esses dados em uma ferramenta que todos podem usar para avaliar a exposição a organofosfatos. O próximo passo é detectar os efeitos negativos para a saúde desse tipo de exposição. 

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