Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Ciclofaixa inspira negócios em São Paulo

Luiz Pina opera sob licitação uma barraca de aluguel de equipamentos esportivos no parque Villa Lobos

Renato Jakitas, Estadão PME,

18 de dezembro de 2013 | 06h47

O interesse do paulistano pelas ciclofaixas – que só abrem nos fins de semana e feriados e chegam a atrair 100 mil pessoas por dia – tem turbinado os negócios de empresários que, apesar de militarem há algum tempo no segmento de bicicleta, somente agora observam a demanda crescer em torno de seus produtos e serviços.

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Tem sido assim, pelo menos, com Luiz Pina, que há 15 anos mantém uma loja de bicicletas e acessórios em Moema e, desde 2009, opera sob licitação uma barraca de aluguel de equipamentos esportivos no parque Villa Lobos, na zona oeste da capital paulista. Com o início da ciclofaixa, que passa pelo parque em que trabalha nos fins de semana, seus negócios mudaram de patamar.

Além do aumento da procura por novas bikes, a locação decolou. Em um fim de semana comum, ele chega a alugar 5 mil bicicletas, o que lhe rende um faturamento mensal médio de R$ 400 mil. “A gente aluga para a pessoa andar aqui dentro do parque. Mas sabemos que o cara pega o equipamento e coloca na ciclofaixa, o que não é problema, não, muito pelo contrário”, revela Luiz Pina.

O empresário acaba de lançar um novo ponto de locação dentro do Shopping JK. “A ciclofaixa também passa por lá e já começamos bem. Colocamos umas bicicletas mais sofisticadas para se adequar ao perfil do cliente e vamos faturar”, diz.

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Outra que viu na ciclofaixa uma oportunidade de turbinar seus rendimentos é Adriana Kroehne, dona da Bike Expedition, que há 12 anos organiza pedaladas para turistas brasileiros em viagens à Europa. Animada com o novo ambiente criado em torno da bicicleta, ela prepara passeios para executivos e clientes de grandes empresas no percurso temporário aberto nos fins de semana nas ruas da capital.

“No princípio, quando bolei o produto há mais ou menos um ano, tentamos vendê-lo para clientes finais, com uma estrutura de apoio, exatamente como as viagens que fazemos para fora do Brasil. Mas tivemos problemas com a empresa que organiza a ciclofaixa e recuamos. Hoje a gente atua apenas com a demanda corporativa e fazemos os passeios em outros locais também, além da ciclofaixa”, explica a idealizadora da Bike Expedition.

Cicloturismo. Já Gustavo Sampaio tenta emplacar o modelo de cicloturismo, com pacotes de passeios dentro e fora da Grande São Paulo. Ele conta que começou no ramo sem pretensões, lançando um blog para divulgar suas pedaladas e convidar interessados em acompanhá-lo. Com o tempo, percebeu que tinha um negócio nas mãos e, com três sócios, montou no começo do ano a Pediverde.

“Temos 11 destinos e vamos abrir outros nove. Alguns são pagos, como o que vamos fazer para Bonito. Outros fazemos como degustação, é o caso do Núcleo do Engordador, na Serra da Cantareira, que é para a pessoa conhecer e começar a pedalar com a gente”, explica Sampaio. Ele pretende faturar R$ 95 mil neste ano.

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