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Luciana, da Top Churro, afirma que a concorrência é saudável
Luciana, da Top Churro, afirma que a concorrência é saudável

Churros ganham variações e redes planejam expansão mesmo na crise

Investimento para abrir uma unidade varia de acordo com o modelo de venda e pode chegar a R$ 120 mil

Gisele Tamamar, Estadão PME,

13 de outubro de 2015 | 07h16

O churro recheado de doce de leite faz parte da memória afetiva das pessoas. Mas aquele doce vendido nos carrinhos de aço ganhou novos recheios, coberturas e pontos de venda diversificados. Tem até rede apostando na expansão por franquias.

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Esse é o caso da rede Top Churro, que trabalha com a venda do doce em carrinhos instalados em shoppings. A marca é resultado de uma oportunidade observada pela empresa Kindara 8, fabricante de churros e fornecedora de grandes redes. O projeto nasceu há três anos e hoje são 14 unidades em operação. O doce é frito durante o processo de produção e congelado. No carrinho, o produto só precisa ir ao forno por oito minutos.

No início, a marca só trabalhava com o minichurros. Mas os pedidos dos consumidores levaram a Top Churro a incluir a versão palito com coberturas. "Acho a concorrência saudável. Somos um dos pioneiros e se tem gente copiando é porque faz sentido. Como aconteceu com as paletas e com as empresas de frozen iogurte, acho que só vão permanecer as empresas que estão se estruturando", afirma Luciana Sagatauskas, uma das sócias do negócio.

O investimento para abrir uma unidade da Top Churro é de cerca de R$ 80 mil, com faturamento médio de R$ 30 mil. Segundo Luciana, um valor aceitável de aluguel é de, no máximo, R$ 5 mil. "Se a pessoa paga R$ 13 mil de aluguel fico me perguntando como a conta fecha no final da linha", questiona Luciana.

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Vender produto único é ainda mais desafiador

Já o espanhol Arcadio Martinez apostou no formato de quiosque e carrinho para a expansão da churrosMix. A primeira versão custa R$ 80 mil. Já a segunda tem investimento inicial de R$ 39 mil. "Acredito que os churros têm potencial para crescer bastante e espero que não viva apenas uma moda passageira", diz Martinez, que investiu no produto porque notou o sucesso do doce sem seus antigos restaurantes. Antes de franquear o negócio, o Martinez abriu uma loja de rua, dois quiosques e uma unidade itinerante para eventos. "Estamos sempre atrás de um diferencial. Além disso, é um produto espanhol feito por um espanhol", afirma.

Já a empresa Churros Tentação chama a atenção pelo visual do doce, sem economia na cobertura. Com dois trailers em operação, o casal Milton João Saia e Gislene Moneratto Saia recebe pelo menos dois pedidos de franquias por semana. O formato está em fase de desenvolvimento, mas o empresário mantém a cautela. "Recebemos pedidos de todo o Brasil, mas não queremos nos aventurar sem ter uma estrutura montada", diz.

Milton era dono de uma sorveteria, mas tinha de lidar com a queda de vendas no inverno. Um tio, que vendia churros em uma Kombi, sugeriu a venda do doce no local, mas o empresário não deu muita importância para a proposta. A sugestão foi para o próprio tio colocar um carrinho de churros no local. "Quando esfriava, ele vendia e eu ficava olhando", lembra.

Convencido, ele passou a oferecer o doce na sorveteria e conseguiu uma oportunidade para vender os Churros nas feirinhas gastronômicas, em 2012. O empresário acha natural o surgimento de novas empresas investindo no modelo de negócio. "Tinha feiras que formavam filas de 30 minutos para comer churros. Isso encheu os olhos de muita gente. O que temos feito é manter o padrão, a qualidade e estar presente em pontos estratégicos", diz.

No interior de São Paulo, o empresário Maicon Campos aproveitou o negócio criado pelo pai para idealizar a rede Churros da Praça, que começou em Araçatuba. "Desenvolvemos um saco com o mix dos ingredientes secretos para o franqueado só acrescentar farinha e água para a massa. Eu vi que tem muitas marcas bonitas, mas a massa dos churros é essencial", diz Campos. O investimento para abrir uma franquia da marca é de R$ 80 mil a R$ 120 mil.

Mercado. Na avaliação do coordenador do MBA de gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, Mario da Silva Oliveira, o churro é um produto de grande aceitação, mas o empresário precisa ficar atento com os custos. A recomendação é manter uma operação enxuta já que a venda de um produto único é, por essência, algo desafiador. "É preciso ter giro alto para fazer frente aos gastos e ainda gerar lucro. O negócio se justifica se o local tem fluxo alto de clientes com potencial de compra", pontua.

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