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Chocolate será foco de negócios em Xangai

Brazilian Gate é um showroom localizado em Xintiandi, o bairro mais sofisticado de Xangai

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

27 de setembro de 2013 | 16h00

Depois da cachaça, do vinho, da cerveja, do café e do energético, o chocolate brasileiro será o próximo produto a ser vendido no Brazilian Gate, um showroom localizado em Xintiandi, o bairro mais sofisticado de Xangai. O espaço funciona como um portal de entrada para os produtos brasileiros na China e completou um ano de operações oficialmente este mês.

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“Nosso próximo foco é o chocolate. Fizemos algumas degustações para testar o que os chineses gostam e estamos avaliando o mercado”, conta um dos sócios, Sérgio Madalozzo. O espaço já comercializa, por exemplo, o café Papagallis, a cachaça Weber Haus, os vinhos da Casa Valduga, as cervejas Dado Bier e Amazônia Brazilian Beer, além do energético Organique.

O Brazilian Gate foi idealizado pelo casal Tânia Caleffi e Antônio Freire, que moram na China. “Eles tiveram a ideia de criar um espaço brasileiro para a venda de bebidas. Com a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, eles analisaram que seria um bom momento para divulgar o Brasil”, conta Sérgio, sócio do negócio com o filho Thiago.

O espaço funciona como um bar lounge, que serve basicamente bebidas e petiscos brasileiros. A expectativa dos sócios é fechar o ano com US$ 600 mil em vendas. A projeção para 2014 chega a US$ 1,5 milhão. Este ano, o Brazilian Gate comprou 10% de participação na Latina, rede de churrascarias na China que pretende fechar o ano com faturamento de US$ 11 milhões. Com a parceria, os brasileiros passam a ser os fornecedores preferenciais das bebidas premium servidas nos restaurantes da marca.

Parceria. O relacionamento com os sócios da Brazilian Gate e a cachaça Weber Haus começou durante uma feira em Xangai, no ano passado. Desde então, a empresa já enviou dois lotes para o país – o último com seis mil garrafas. “Para entrar na China tem que ser aos poucos. É um processo muito burocrático. É preciso conhecer a legislação e a cultura”, reforça o diretor da empresa de bebidas, Evandro Weber.

A China pode se tornar um importante mercado para a cachaça brasileira. Assim como os Estados Unidos reconheceram a bebida como um produto de origem exclusiva do Brasil, o setor começou há cerca de um mês a negociação com os chineses, de acordo com o diretor-executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), Vicente Bastos Ribeiro. Se a bebida pegar, e a história se repetir, o sucesso é quase certo.

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