Amanda Perobelli/Estadão
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Chocolate de Gramado quer avançar pelo País

Marcas investem na expansão por meio de franquias e lojas licenciadas que custam a partir de R$ 70 mil

Gisele Tamamar, Estadão PME,

16 de dezembro de 2014 | 06h56

Ao aproveitar a fama e a tradição dos chocolates de Gramado, duas marcas da região Sul traçam seus planos de expansão para levar o doce para outras cidades do País. A Caracol Chocolates tem 24 lojas e pretende abrir entre 12 e 15 franquias no ano que vem. Já a Chocolataria Gramado atua no sistema de licenciamento com 62 unidades e prevê atingir 100 lojas em 2018.

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A Caracol Chocolates, fundada em 1982, optou pelo crescimento por franquias no ano passado. Essa expansão foi motivada pelo interesse dos turistas que visitavam Gramado, principalmente na época de férias e fim de ano, quando a cidade promove o evento Natal Luz com shows, desfiles e feiras. "As pessoas ficam maravilhadas com os chocolates e querem ter uma loja nas suas cidades. Começamos a estruturar o projeto em 2012 e lançamos em 2013", conta o gerente comercial da marca, Vanderlei Rodrigues dos Santos.

Atualmente, a Caracol tem cinco lojas próprias, nove franquias e 10 licenciamentos (que estão migrando para franquias). Das novas unidades previstas para 2015, metade deve ser instalada no Estado. "São Paulo é um mercado um pouco diferente. Entre as particularidades, percebemos que o paulista consome muito café e quem abre uma loja opta pela operação que serve a bebida", pontua Santos.

O investimento para abrir uma unidade desse modelo é de R$ 270 mil, com previsão de retorno entre 24 e 36 meses e faturamento médio mensal de R$ 80 mil. "Nosso chocolate tem uma qualidade superior ao que se tem hoje no mercado. Esse é o nosso principal diferencial, um chocolate com maior teor de cacau e sem gordura trans", afirma.

Já a marca Chocolataria Gramado é mais recente, foi criada em 2010 pelos irmãos Marcio e Fabio Magnus. A dupla encontrou um mercado potencial para levar o projeto adiante. "O problema de Gramado é a falta de disponibilidade do produto no Brasil. Só se encontrava chocolate de Gramado em Gramado. Notamos essa dificuldade e, pela fama que a cidade tem, achamos que ela poderia ter um chocolate de maior valor agregado, mais sofisticado", explica Marcio.

A empresa quis fugir daquela imagem de chocolate caseiro, focou na produção artesanal e em embalagens sofisticadas. Para iniciar os negócios, os irmãos compraram uma indústria e optaram pela abertura de lojas licenciadas. "Quero franquia um dia, mas ainda não temos previsão", diz Marcio.

Para abrir uma loja licenciada da Chocolataria Gramado, o investimento necessário varia entre R$ 70 mil e R$ 110 mil - o valor oscila conforme o modelo: há quiosque, loja de presentes e unidade com café. Para esse último modelo, a previsão é de faturamento anual de R$ 800 mil a R$ 1,4 milhão.

Na avaliação da sócia-fundadora da consultoria ba}Stockler, Angelina Stockler, o mercado tem espaço para novas marcas, apesar de concorrentes estabelecidos como Cacau Show e Chocolates Brasil Cacau. "O brasileiro ama chocolates e gosta de novidades. E Gramado tem uma tradição de ter bons produtos. O que essas marcas precisam entender para entrar no mercado é a proposta de valor que vão oferecer", destaca. 

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