Chilenos criam máquina que extrai água do ar para atender regiões que vivem estiagem

FreshWater produz de 9 a 30 litros de água em oito horas

Estadão PME,

11 de fevereiro de 2015 | 16h42

 

Em época de estiagem em algumas regiões do Brasil, as atenções em torno de projetos que produzem água têm ficado maiores. E isso despertou o interesse de empreendedores em investir em soluções que atendam demandas pelo recurso, sobretudo localidades carentes.

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Exemplo recente, e bem próximo do País, é de um equipamento desenvolvido por uma equipe de engenheiros do Chile que extrai água purificada da umidade do ar.

Batizado de FreshWater, o equipamento retira a água da umidade do ar e pode produzir de 9 a 30 litros em um período de oito horas. Para isso, a umidade relativa do ar deve estar entre 25% e 30%.

O sistema de condensação, que realiza o processo, é compacto o suficiente para que possa ser transportado manualmente, cujo design lembra uma espécie de "bebedouro itinerante".

A água resultante, segundo os desenvolvedores, é livre de sódio, cloro, flúor, minerais pesados e conservantes. A ideia por trás do projeto, além de atender mercados que vivem escassez do recurso é levá-lo para áreas carentes em todo o mundo.

"Nosso compromisso é, numa primeira etapa, atender às necessidades da América Latina e do Caribe, onde mais de 34 milhões de pessoas não têm acesso a água potável", disse Hector Pino, responsável pela gestão comercial do FreshWater.

Semelhante. O projeto dos chilenos é muito parecido com o dos brasileiros da A2BR, que há alguns anos debruçam-se sobre a tecnologia de produção de água à partir do ar. Mais conhecidos pela Ô Amazon Air Water, uma marca de água mineral retirada da atmosfera da floresta amazônica, eles também estudam uma forma de comercializar, em escala, uma máquina com capacidade de produção até 30 litros de água por dia.

"Nós não temos pressa para lançar o produto. Temos uma parceria para a produção da máquina na China e, no momento, testamos sua funcionalidade", conta Cal Junior, sócio da A2BR. "Uma dúvida que temos é, por exemplo, a capacidade máxima de produção. Sabemos que uma máquina caseira pode produzir até 9 litros por dia. Mas a gente não tem certeza se, consumindo esses nove litros, ela conseguiria ir além", observa.

:: Confira o vídeo que detalha o funcionamento da máquina chilena ::

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