Ricardo Matsukawa/Estadão
Ricardo Matsukawa/Estadão

Chegou a hora de apostar no mercado da boa forma

11ª edição do Encontro PME pretende debater qual é o futuro do mercado mais atraente para os novos empreendedores brasileiros

Estadão PME,

10 de dezembro de 2014 | 15h11

A busca pela saúde aliada à prática de exercícios físicos é apontada como uma tendência global. No Brasil, isso é facilmente constatado pelo crescimento da oferta de serviços relacionados ao fitness, com o surgimento de novos empreendimentos e a consequente evolução daqueles que já atuam no setor. Por isso, nesta quinta-feira, a 11ª edição do Encontro PME vai fazer uma análise aprofundada da ascensão dos negócios relacionados à prática de exercícios. O evento acontece no Espaço Itaú de Cinema, localizado no Shopping Bourbon, em São Paulo.

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A primeira série de discussões abordará o mercado de fabricação, montagem, venda e aluguel de bicicletas, que ganhou fôlego com a necessidade das grandes cidades criarem alternativas para a mobilidade das pessoas. Em São Paulo, por exemplo, a recente expansão das ciclovias fomentou ainda mais um mercado que já estava aquecido. O Brasil conta atualmente com mais de 70 milhões de bikes e a produção anual é superior a 4 milhões unidades.

Tito Caloi vai participar do debate. Ele é bisneto do fundador da tradicional marca Caloi e proprietário da Tito Bikes, que fundou em 2009 com dimensões bem menores em comparação com a gigante que pertenceu a sua família. Ele discute o setor com o empresário Luiz Pina, sócio da Green Bike, empresa responsável pelo aluguel de bicicletas no Parque Villa-Lobos.

“É um negócio em crescimento constante. Não tivemos problema com a crise econômica que tomou conta de 2014. Na verdade, não sentimos nada”, comemora Luiz Pina. “Em um dia de sol, trabalhamos com cerca de 80 funcionários no parque entre atendentes, caixa e mecânicos”, conta o empresário.

Tito também celebra os bons ventos. “A campanha da mobilidade fez com que as marcas voltassem a se movimentar. Com os nossos lançamentos, quisemos trazer uma coisa nova, seguindo a história da Caloi.”

Se as bikes se transformaram em bons negócios, pode-se dizer o mesmo das empresas de tecnologia, que enxergam no segmento de bem-estar um ótimo campo de expansão. O Encontro PME vai discutir esse fenômeno a partir da história de empresas como a Wiki4Fit, criada por Eudes Nery Junior, Fabiana Rocha Batista e Fernando Pauer com o intuito de levar qualquer tipo de atividade física para o mundo virtual. Hoje é possível incluir todas as informações dos treinos do aluno no smartphone e criar um banco de dados para o gestor da academia. “É um mercado muito grande. Ainda temos mais de 99% dele para atender”, analisa Eudes, que prevê faturar entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão em 2015.

O suíço Immo Oliver Paul também investiu na parceria entre atividade física e smartphones – ele desenvolveu um dispositivo que capta informações do treino. “Estamos no início de uma nova revolução na saúde que vai mudar por completo a forma como o bem-estar vai ser monitorado. É uma área extremamente interessante.”

Mas se existem oportunidades, há também concorrência. E um meio eficiente de se destacar é segmentar o atendimento para públicos determinados. A personal trainer Juliana Calheiros, especialista em atendimento a gestantes, comemora a estratégia adotada e a agenda, já lotada para o início de 2015. “Nos últimos dois anos, minha demanda praticamente triplicou. É um trabalho muito diferente”, reforça Juliana.

Paulo Akiau, da Tribes Compay, e Edgard Corona, da rede de academias Bio Ritmo, falam, por fim, sobre suas estratégias de inovação quando já estavam consolidados no mercado. Corona, por exemplo, atua em um setor que projeta receitas de US$ 2,5 bilhões neste ano que está chegando ao fim, segundo informações coletadas pela Associação Brasileira de Academias (Abrac) e a International Health, Racquet and Sportsclub Association (IHRSA). 

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