JF Diorio/AE
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Chance para empreender: rede lança marcas que incluem até franquia de sushi por quilo

Grupo Ornatus, fundador da rede de bijuterias Morana, vai lançar quatro novas redes, a maioria no ramo de alimentação

Carolina Dall'Olio, do Estadão PME,

28 de fevereiro de 2012 | 06h50

 Os cerca de 250 candidatos a franqueados que semanalmente procuram o Grupo Ornatus (fundador das redes Morana, Baloné e Jin Jin Wok) ganharão quatro novas opções de investimentos em 2012. Para aderir a essas redes, o capital necessário varia entre R$ 150 mil a R$ 1 milhão, mas a franqueadora se dispõe a financiar parte dos recursos.

A franquia mais barata se chamará Love Brands. Trata-se uma loja multimarca que venderá as bijuterias da Baloné, as lingeries da Pucket e os artigos de decoração da rede Imaginarium. A parceria entre as empresas têm o objetivo de viabilizar a abertura de unidades em municípios menores,  com população acima de 50 mil habitantes.

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Exceto a Love Brands, as demais franquias que serão comercializadas pelo Grupo Ornatus são do ramo  de alimentação – um mercado aquecido, com forte concorrência e alvo preferencial de muitas operações de franchising abertas nos últimos anos. “Sabemos que a competitividade é grande neste ramo. Mas nossa especialidade é criar marcas fortes, mesmo que os produtos vendidos sejam ‘commodities’”, afirma Jae Ho Lee, franqueador das marcas do grupo.

Dentro do mercado de alimentação, Lee escolheu atuar em uma área especialmente competitiva: a de culinária japonesa. O empresário sabe que há empresas de tradição e renome do ramo, particularmente no Estado de São Paulo – onde funcionarão as primeiras unidades. Mesmo assim, o Grupo Ornatus vai abrir duas redes no segmento: a Jin Jin Sushi e a Little Tokyo.

As lojas da Jin Jin Sushi ficarão em praças de alimentação de shoppings e exigirão investimento inicial de R$ 330 mil, sem contar o ponto comercial. A proposta é oferecer refeições rápidas e baratas (o tíquete médio deve variar entre R$ 25 e 30). Para se diferenciar da concorrência, além dos pratos a la carte, o restaurante venderá comida por quilo: sushis e sashimis estarão prontos, expostos em um bufê.

Já a rede Little Tokyo vai mirar o público das classes A e B que procuram uma refeição, justamente, fora das praças de alimentação. As unidades terão cerca de 100 metros quadrados e ficarão nas ‘áreas gourmet’ dos shoppings – hoje ocupadas por marcas como América e Almanara.

O tíquete médio será mais alto (de R$ 55 a R$ 60) e o investimento inicial também (a partir de R$ 1 milhão). A rede também pode ter lojas de rua. “Não existe uma bandeira nacional de restaurante japonês. É isso que pretendemos criar”, informa Lee.

O Grupo Ornatus fará ainda uma terceira aposta no foodservice. Ainda no primeiro semestre, a franqueadora trará ao Brasil a rede portuguesa Companhia das Sandes, uma lanchonete especializada em sanduíches naturais. O capital necessário para abertura de uma unidade e o foco de expansão ainda não foram definidos.

“O mercado de alimentação está longe da saturação, mas já apresenta hoje um equilíbrio razoável entre oferta e demanda. Para conseguir competir, portanto, as empresas que decidem atuar no ramo devem ter alta produtividade  ou um produto inovador”, avalia Ricardo Daumas, diretor de Desenvolvimento de Negócios em Food Service da consultoria GS&MD - Gouvêa de Souza. “É um ramo que apresenta muitas oportunidades, mas exige cautela por parte dos investidores.”

Empresa financia compra da franquia

O Grupo Ornatus tem  288 unidades em funcionamento e  pretende abrir ao menos 25 neste ano. Jae Ho Lee considera a falta de mão de obra qualificada o principal entrave para expansão. Para tentar driblar o problema, o empresário buscou ajuda de associações japonesas para contratar dekasseguis (brasileiros que vivem no Japão e agora querem regressar no Brasil).

Eles são entrevistados e indicados para vagas compatíveis com suas aptidões. “Aqueles com perfil empreendedor e capacidade gerencial podem ser candidatos a franqueados, mesmo que não tenham recursos suficientes para abrir uma unidade”, avisa Lee. Neste caso, o grupo estimula a parceria do dekassegui com um sócio investidor, que custeia 50% da abertura da unidade. A outra metade é financiada ao dekassegui pelo próprio grupo a juros de 1% ao mês. “É mais garantido encontrar um bom franqueado operador do que um gerente para a loja. Por isso apostamos nesse modelo”, explica Lee.

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