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Cerveja belga com ouro e mel vai chegar ao Brasil por R$ 250

Marca é vendida por pequena importadora que estima 5 mil garrafas comercializadas até o Dia dos Pais, em agosto

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo,

15 de fevereiro de 2015 | 14h23

O mercado de cervejas artesanais, que vem arregimentando consumidores pelo Brasil e o mundo, conta com um novo concorrente que não economiza em atributos para fazer diferença nas gôndolas. A marca belga Golden Queen Beer tem flocos de ouro e mel em sua composição.

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Lançado no ano passado, o produto é a aposta da pequena importadora Meara, do engenheiro Maurício Bottolo, que desde 2006 vem se dedicando ao mercado cervejeiro e, em 2014, faturou R$ 5,5 milhões trazendo ao País 60 rótulos estrangeiros.

"Nossa expectativa é vender cinco mil garrafas, que representa a primeira leva de importação, até o dia dos pais em agosto", conta Bottolo, que vai vender o produto no atacado a R$ 144 e estima um preço final ao consumidor entre R$ 240 e R$ 250 no varejo, chegando a R$ 300 no balcão.

Com crescimento de 16% em 2014 e estimativa de chegar a 20% em 2015, em plena crise econômica, os resultados Maurício Bottolo representam bem o momento atual do setor.

A Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) estima que existam hoje cerca de 200 microcervejarias em atividade, um  número que se não tem potencial para encostar no mercado norte-americano (com 2,4 mil empresas), pode ter pelo menos o dobro do tamanho atual. Isso porque as marcas artesanais, apesar do sucesso recente, representam apenas 0,15% do  setor cervejeiro nacional, controlado pela grandes marcas.

Extraoficialmente, entretanto, acredita-se que o número de empresas em funcionamento seja bem maior que o divulgado  pela Abrabe. Fabricantes e comerciantes estimam que, entre nacionais e importadas, o mercado brasileiro está inundado por 1,5 mil rótulos.

"O número é grande e já é difícil concorrer com as opções estabelecidas", afirma Eduardo Caldas, fundador da Beer Planet, loja virtual e clube de assinatura de cervejas artesanais, além de dono de uma distribuidora focada nesse mercado. "Eu tenho um portfólio com 400 rótulos, 200 marcas. Cinquenta por cento são nacionais e 50% são importadas", afirma.


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