Alex Silva/Estadão
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Certificadoras registram crescimento de até 20%

Brasil conta com oito certificadoras em operação

Gisele Tamamar, Estadão PME,

30 de abril de 2014 | 06h42

O interesse dos empreendedores pelos orgânicos também reflete em aumento na procura pelo serviço das certificadoras, que registraram alta no faturamento de até 20% em 2013 em comparação com o ano anterior. O Brasil conta com oito certificadoras em operação.

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No País, existem três formas de fazer parte do Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos. A primeira envolve a venda em feiras ou direto ao consumidor, sem a obrigatoriedade da certificação para os agricultores familiares, mas com a exigência de registro no Ministério da Agricultura.

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As outras duas envolvem a certificação, sendo uma com auditoria e a outra com o sistema de responsabilidade coletiva. Com o selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg), é possível comercializar os produtos em supermercados, lojas, restaurantes e fornecer para a indústria, por exemplo.

O diretor da certificadora Ecocert, Luiz Mazzon, explica que, em média, o processo de certificação por auditoria demora entre 2 e 3 meses, com custo mínimo em torno de R$ 2 mil – o valor varia de acordo com a complexidade do projeto.

“Não quer dizer que uma pessoa que paga a certificação vai ter seu certificado. Não vendemos o certificado, vendemos o processo que pode resultar em uma negativa se ele não estiver de acordo com a lei”, destaca Luiz Mazzon.

De acordo com Alexandre Harkaly, diretor-executivo do IBD Certificações, normalmente, a aceitação exige um processo bastante adiantado de profissionalização e da habilidade do produtor de trabalhar com dados, inclusive com a sistematização da informação. E, em geral, os produtores têm esses problemas de agilidade na questão da sistematização de dados e documentação.

Empenho. Para Alexandre Harkaly, o setor de orgânicos é interessante, mas é preciso dedicação. “Um bom produtor orgânico é antes de mais nada um bom produtor convencional. Não adianta você entrar no orgânico achando que fazer de qualquer jeito vai dar certo. O orgânico precisa de tecnologia, de adubação bem feita. O produtor que quer migrar para o orgânico e achar que vai se dar bem de qualquer jeito pode esquecer”, afirma Harkaly. 

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