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Casal supera câncer e cria rede de escolas de inglês que pretende faturar mais de R$ 1 milhão

Só depois da descoberta de um câncer na esposa, empresário pediu licença do emprego e com o tratamento dando resultado, conseguiu se dedicar ao projeto

ESTADÃO PME,

11 de março de 2013 | 06h29

Para o casal Luíza e Wilson Monteiro, as coisas têm um motivo para acontecer. Advogada, ela trabalhava na área de coordenação de um banco e ele atuava na área de petróleo e gás, como operador de produção em plataformas. A ideia de formatar um curso de inglês técnico profissional já fazia parte dos planos de Wilson, mas foi só depois da descoberta de um câncer de mama em Luíza, que ele pediu licença do emprego. Com o tratamento dando resultado, ele conseguiu ter tempo para se dedicar ao projeto.

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A Optimum Technical Language surgiu do esforço do casal e hoje tem seis unidades. O crescimento é baseado no sistema de franquias e o plano é encerrar o ano com 30 escolas. Só a matriz faturou R$ 520 mil no ano passado e espera alcançar entre R$ 800 mil e R$ 1,5 milhão em 2013.

Wilson morou fora do País, dava aulas de inglês e fazia traduções. A sua rotina também era dividida com o trabalho nas plataformas de petróleo, quando trabalhava 14 dias "embarcado". Ele chegou a trabalhar na parte de seleção de novos técnicos e engenheiros e tinha dificuldades de contratar profissionais com experiência e fluência em inglês. "Nas plataformas, a comunicação oficial é o inglês. Qualquer problema de comunicação pode gerar um grande risco de acidente", destaca.

A ideia do curso surgiu quando ele notou a insatisfação dos profissionais que faziam um curso a bordo. "Tive uma ideia de formatar uma material. O desafio era montar uma estrutura para ensinar o inglês como segunda língua e inserir o contexto profissional", relata.

Quando ele estava testando uma parte do projeto, Luíza descobriu a doença. "Foi um choque, uma fase difícil. Não conseguia pensar no trabalho, quanto mais no projeto", lembra Wilson, que tirou uma licença para cuidar da esposa.

Mas na fase de recuperação do tratamento, ele resolveu retomar o projeto do curso com ajuda de Luíza. "A partir do momento que o tratamento estava dando certo, resolvemos olhar para frente. Eu não estava satisfeita com o meu emprego e resolvemos juntar meus conhecimentos na área contábil e no direito com o conhecimento técnico e didático dele. As coisas têm um motivo para acontecer.

Durante o tratamento, tivemos tempo para escrever manuais e pesquisar", conta Luíza. Finalizado o tratamento, o casal tinha uma dívida de R$ 15 mil com despesas médicas, mas apenas R$ 7 mil na poupança. "Resolvemos arriscar e investir o dinheiro para começar nosso negócio", diz Wilson.

A dívida foi paga depois de seis meses e o casal passou a se dedicar exclusivamente à escola. Atualmente, a Optimum tem cursos formatados para as áreas de petróleo e gás, negócios, turismo, medicina e português para estrangeiros. E estão em fase de lançamento dois programas de consultoria voltados para executivos, além do curso de inglês envolvendo direito internacional previsto para maio. Abrir uma franquia da Optimum custa entre R$ 25 mil a R$ 100 mil. 

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