Robson Fernandjes/Estadão
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Casal investe R$ 10 milhões em marca de sucos saudáveis em São Paulo

Plano inclui investimento de R$ 10 milhões para novas unidades; marca espera adotar também o sistema de franquias

Gisele Tamamar, Estadão PME,

31 de julho de 2014 | 07h01

A febre dos sucos prensados a frio chegou ao Brasil, inicialmente, por meio do modelo de entregas – havia poucos pontos de venda. Agora, o movimento atingiu sua segunda fase e os empreendedores passam a investir em lojas físicas. É o caso, por exemplo, do casal Thiago Pestana e Patricia Russo, que inaugurou no mês passado, em São Paulo, a Press Juice Brasil.

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Com mais três sócios investidores, o plano do grupo prevê o investimento de R$ 10 milhões para a implantação de cinco lojas na cidade no período de 12 meses e uma provável expansão por franquias. “Entramos determinados em ser a primeira loja de sucos prensados a frio do Brasil e a maior. Temos essa ansiedade de crescer rapidamente. Estruturado, mas rapidamente”, afirma Pestana.

Segundo o empreendedor, o método de preparo dos sucos não usa liquidificador nem centrífuga. “No processo de produção, a máquina prensa os alimentos de forma lenta para não aquecer e os nutrientes permanecem no suco”, explica. Na Press Juice, são produzidas entre 500 e 600 garrafas, durante a madrugada, para a venda na loja e pelo sistema de entregas.

Os pedidos feitos pelo telefone são enviados em até duas horas na cidade de São Paulo e estão sujeitos a disponibilidade do produto na geladeira. Já pelo site, o cliente recebe o pedido em três dias. Os sucos também podem ser parte de um ‘programa detox’, feito pela pessoa interessada em eliminar toxinas do corpo. O sucos custam entre R$ 7 e R$ 19,90 e a empresa cobra R$ 120 pelo programa.

Apesar do sistema de entregas, Pestana acredita no potencial da loja, que também vende snacks secos como maça desidratada e castanha de caju. “Acredito muito na loja. Queremos trazer o cliente para nossa loja, que tem um charme e uma decoração especifica. Iniciamos o projeto há um ano e escolhemos um ponto na Rua Haddock Lobo. Para lançar marca e o conceito, é o local ideal.”

De acordo com o professor de gestão da inovação da ESPM, Marcelo Pimenta, a proposta se encaixa no fenômeno da cauda longa, que representa a força dos nichos de mercado. “Esse negócio atende a uma parcela da população que ainda é muito pequena, mas tende a aumentar”, afirma. E antes de abrir novas unidades, o professor aconselha a validação do negócio nesses locais. “Não é aconselhado ir investindo antes do mercado confirmar que tem aceitação e necessidade.” 

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