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Casal investe em mercado de ossos artificiais e fatura R$ 3 milhões ao ano

Paulo Costa e Fabiana Franceschi desenvolveram resina especial que também é utilizada em calçados femininos

RENATO OSELAME, ESPECIAL PARA O ESTADO,

13 de maio de 2014 | 08h57

 O aperfeiçoamento de uma resina fez com que o casal de empresários Paulo Costa e Fabiana Franceschi investisse em uma empresa de confecção de ossos artificiais humanos e veterinários. Dezoito anos depois, a Nacional Ossos se firmou como referência nacional no mercado e exporta seus produtos para 35 países, com faturamento anual de R$ 3 milhões. Com o sucesso, a companhia investiu e ganhou espaço em outros setores, como o de calçados femininos.

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A empresa nasceu em 1995, quase que por acidente, quando o casal estudava tecnologia fluvial em Jaú, no interior de São Paulo. A ideia inicial era utilizar resina para a produção de um barco, até que os dois conheceram um empresário interessado em investir no mercado de ossos artificiais e aceitaram o desafio. “Queríamos fazer um barco e acabamos mudando o curso da nossa história”, conta. Para a criação dos primeiros moldes, os dois investiram apenas R$ 80.

Devido à ausência de empresas nacionais dedicadas a este mercado, a demanda pelos produtos confeccionados pelo casal cresceu. Com isto, Paulo e Fabiana firmaram parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos (Abimo) e ganharam o mundo. Passaram a frequentar feiras de medicina e odontologia no exterior e deram início às vendas dos produtos lá fora. “Criamos um departamento de exportação e hoje nosso maior comprador é a Alemanha”, afirma Paulo.

O segredo para o crescimento de 50% no faturamento da empresa entre 2012 e 2013, de acordo com o empreendedor, é a abertura que têm para novos negócios. Justamente por isso a Nacional Ossos optou por investir em uma área bem diferente. “Jaú é a capital dos calçados femininos. Então, a nossa flexibilidade fez com que nós migrássemos para o mercado do calçado feminino e de seus componentes”.

Para ingressar no novo mercado, a empresa que teve de modificar a resina para que esta tivesse a resistência necessária à utilização nos sapatos. Depois, Paulo estabeleceu um núcleo de vendedores para entrar em contato com os principais fabricantes de calçados e fechar negócios. O resultado foi bastante positivo, sobretudo em linhas de sapato hospitalares, já que a nova resina produz um ruído mais baixo. “Hoje, este mercado de saltos femininos é responsável por cerca de 30% do faturamento da empresa”, avalia o empreendedor.

As novas parcerias renderam ao casal uma outra frente de negócios. “Um dos clientes da linha de calçados era fazendeiro, tinha problemas com suas vacas leiteiras e pediu para que criássemos um tamanco especial para elas”, diz Paulo. O novo produto foi confeccionado pela Nacional Ossos e aperfeiçoado para o tratamento de um tipo específico de artrite dos animais. O problema nas vacas faz com que elas parem de andar e se agrava até que não tenham mais condições de dar leite. O novo produto, contudo, permite uma recuperação em até 60 dias. “Criamos e aperfeiçoamos um tipo de taco que é colocado nos animais e se solta automaticamente após esse período”, explica.

O produto foi criado no fim de 2013 e já está sendo comercializado para fazendeiros da região. Paulo ainda não consegue avaliar o impacto do produto no faturamento da empresa, mas esta é a grande aposta da companhia para os próximos anos. “O negócio de ossos nasceu do nada, foi um filho pobre. Mas o salto feminino e o taco das vacas são os filhos ricos”, brinca.

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