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Casal investe em grife de camisetas inspirada em poetas e poemas famosos

Marca administra um ecommerce e um showroom na cidade do Rio de Janeiro, que funciona dentro da Casa Poema, mantida pela atriz Elisa Lucinda

Claudia Assencio, especial para o Estado,

27 de maio de 2013 | 07h00

E no princípio era o verbo. Assim surgiu a Poeme-se, uma grife definida por seus idealizadores como ‘empresa-verso’. Foi durante a lua de mel que o publicitário carioca Gledson Machado e sua esposa, Gabriella Santoro, tiveram a ideia de criar a primeira grife poética do mercado.

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O desejo de viver da arte já era antigo e durante as aulas de poesia falada na Casa Poema, na cidade do Rio de Janeiro, eles tiveram o insight de unir às intervenções poéticas um modelo de negócio que, atualmente, é a única fonte de renda do empresário.

“Queríamos viver de poesia, colocá-la em movimento. Esses foram os pressupostos para transformar o poema (substantivo) em verbo e, assim, gerar ação”, explica Machado.

 

No início, os empreendedores compravam camisetas de outras marcas e aplicavam as estampas. Hoje, eles confeccionam a camiseta e oferecem outros produtos como bolsas, porta-copos, almofadas e canecas, que são produzidos em São Paulo e Minas Gerais. O preço de cada camiseta varia de R$ 35 a R$ 54.

“O primeiro ano foi o momento de criação do plano de negócios, quando buscamos conhecer o mercado e saber da viabilidade. O final de 2011 foi, de fato, o momento que entramos no mercado. Fomos convidados pela organização da Feira do Rio Antigo e pela Babilônia Feira Hype a participar dos enventos”, conta o idealizador da marca.

Da necessidade de expandir os negócios nas redes sociais, a Poeme-se ganhou um sócio, o publicitário, designer e também amante de poesia, Felipe Carriço, 25 anos, responsável pela administração das mídias sociais, da loja online e de parte da criação dos materiais gráficos e das estampas.

 

“Em 2012, fechamos parcerias importantes com o segmento literário e de moda, fortalecendo nossa presença em eventos como a Festa Literária de Santa Teresa (FLIST) e a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Agora, reforçamos o conceito Poeme-se fisicamente para São Paulo, junto a Poesis, empresa responsável por administrar os saraus da Casa das Rosas”, conta Carriço.

 

O negócio, que começou em novembro de 2010, movimentou R$ 43 mil em vendas no primeiro trimestre de 2013. No ano passado, com o investimento na loja virtual e nos pontos de revenda, os empreendedores conseguiram triplicar o faturamento em relação ao ano de 2011, atingindo R$ 54 mil.

A marca Poeme-se atualmente mantém um showroom na Casa Poema, no Rio, da atriz Elisa Lucinda. O plano da empresa, no entanto, contempla inaugurar uma loja física, também no Rio, até o ano que vem.

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