Foto: D'Vino
Foto: D'Vino

Casal gaúcho planeja faturar R$ 1 milhão vendendo vinho numa bicicleta

D'Vino comercializa vinhos alternativos e de preço acessível para eventos e restaurantes

Karina Campos, Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2017 | 15h10

Um casal apaixonado por uma boa taça de vinho e pela ideia de montar o próprio negócio. A advogada Taíla Teloeken, de 32 anos, e o contador Paulo Finn, de 34 anos, trabalhavam com consultoria empresarial havia pouco mais de um ano, quando decidiram dar um tempo na carreira e investirem no 'hobby' para fazer dinheiro na cidade onde nasceram e vivem: Porto Alegre.

"No Brasil é muito complicado abrir o próprio negócio, existem muitos entraves burocráticos. Mas por conta da nossa profissão, já sabíamos como fazer. Então, foi um pouco mais fácil. Depois de um tempo, colocamos em prática o sonho de ter algo só nosso, com algo que já gostávamos de fazer", conta a Taíla.

Além de conhecerem bem a produção do Sul do Brasil,  o passatempo do casal já os havia levado a vinícolas de outros países, como Argentina, Chile, África do Sul e Estados Unidos, o que trouxe a inspiração para empreender no mercado do vinho. 

Queriam, porém, fazer algo diferente. Foi então que, em janeiro de 2016, pegaram os R$ 30 mil que haviam juntado e compraram uma bicicleta, o estoque inicial de vinhos e aplicaram em 'marketing', além de investirem em capital de giro. Assim, criaram a D'Vino, que chega de bicicleta a eventos e festas oferecendo marcas de vinho pouco conhecidas no mercado, mas provenientes de vinícolas-boutique. O casas também monta cartas de vinho para restaurantes e monta adegas particulares.

Questionada a respeito do uso da bicicleta, Taíla diz que a intenção foi unir o útil ao agradável. "Nós já tínhamos o costume de andar muito de bicicleta e ela tem várias vantagens para o negócio: é menor, dá para guardar na garagem de casa, é mais fácil de transportar e tem custo de investimento e manutenção baixos." A bicicleta é adaptada a um baú sobre rodas, onde os vinhos são armazenados.

Quanto à escolha das bebidas, a empresária conta que o objetivo é desenvolver um modelo que fomentasse o consumo de vinhos, levando rótulos de qualidade com custo acessível para quem está iniciando no mercado ou deseja conhecer novas marcas. O valor da venda da garrafa de vinho é de aproximadamente R$ 50, já a taça custa em média R$ 15.  

"Começamos a trabalhar com vinhos principalmente nacionais, de vinícolas pequenas e artesanais aqui na região. Pensamos que só teríamos sucesso se levássemos as marcas alternativas, em vez das mais famosas que são encontradas facilmente em qualquer mercado", acrescenta Taíla.

Desde o início, o casal já pensava em adotar o modelo de franquia para expandir o negócio  -- o que de fato ocorreu. A primeira franquia foi inaugurada na capital gaúcha e a segunda em Tramandaí, no litoral do Rio Grande do Sul. Com o crescimento do negócio, buscaram qualificação e especialização por meio de diversos cursos, inclusive o de 'sommelier', ocasião em que conheceram a terceira sócia, Débora Nazario.

A taxa de franquia é de R$ 24,9 mil, que inclui R$ 3 mil de bebidas além de todos os acessórios necessários para começar a operar. O faturamente mensal previsto para o franqueado é de R$ 5 mil. Hoje, a D'Vino possui cinco unidades, e a meta é chegar a dez até o final do ano, com foco no Sul e no Sudeste.

De acordo com Taíla, somando todos os serviços oferecidos, o casal diz faturar  R$ 30 mil mensais e reinvestir 45% do ganho. Por evento, o faturamento é de R$ 2 mil a R$ 8 mil, dependendo do número de pessoas, afirma  a empresária. Com a expansão de franquias, o casal planeja embolsar R$ 1 milhão ao fim de 2017. Paralelamente a esse empreendimento, eles também abriram a própria empresa de consultoria tributária e hoje podem dizer que são seus próprios chefes.

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