Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

Casa própria turbina novas redes de franquias para cama, mesa e banho

Marcas estão atentas ao setor que apresenta faturamento previsto de R$ 10 bi em 2014, segundo dados do Ibope Inteligência

Gisele Tamamar, Estadão PME,

27 de junho de 2014 | 07h00

O brasileiro vai abrir a carteira para comprar produtos de cama, mesa e banho em 2014. A previsão é de um desembolso de R$ 10,05 bilhões, 6% a mais que no ano passado, segundo o Ibope Inteligência. O valor mostra o potencial do segmento, que ainda tem espaço para crescer por franquias.

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“Essa não é uma categoria consolidada em relação a franquia e tem espaço para bons players”, avalia o sócio-diretor da consultoria ba}Stockler, Luis Henrique Stockler, que é especializado em projetos de gestão no segmento de franchising.

O potencial de consumo está na classe C, que deve ser responsável por 42% dos gastos estimados, ou seja, R$ 4,2 bilhões. “Muitos imóveis foram entregues nos últimos anos e as pessoas também investem nos itens de cama, mesa e banho, e buscam produtos de qualidade”, diz Stockler.

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Uma das principais redes do setor é a M. Martan. Criada em 1985, a marca foi comprada em 2009 pela Coteminas quando já tinha 79 lojas. Atualmente, são 173 unidades, sendo 133 franquias, com plano de chegar a 220 nos próximos três anos. A Coteminas também comanda a Artex, hoje com 66 lojas.

De acordo com a gerente de marketing das marcas, Carla Goulart, a empresa começa a conversão das lojas próprias em franquias ainda nesse trimestre. A expectativa é franquear pouco mais da metade das lojas Artex entre os franqueados da M. Martan para, depois, iniciar o processo de abertura de novas lojas com novos franqueados.

Outra opção no segmento é a Alfaias. Consolidada no Rio de Janeiro, a fusão feita há três anos com a It Brands, que administra as marcas Uncle K e Bebê Básico, teve como objetivo mudar a estratégia de negócio – de lojas próprias para franquias. Atualmente são 14 lojas em operação. “Nossa expertise é com desenvolvimento de produto. Acredito que tem muita oportunidade no mercado. Nossos produtos saem do que chamamos de commodities”, diz a sócia Eileen Worcman.

Foram justamente os produtos da Alfaias que despertaram o interesse para Vanessa de Andrade Basile para se tornar uma franqueada no setor. “Já era cliente da marca no Rio, aquilo me encantava e sentia a falta da loja em São Paulo”, conta ela, que investiu cerca de R$ 500 mil na abertura da loja em 2012, no Shopping Vila Olímpia, e espera um retorno a partir do terceiro ano da operação.

Já Antonio Augusto de Oliveira, também de São Paulo, aplicou R$ 300 mil em uma unidade da First Class. Ele trabalhou por 20 anos no ramo da aviação e resolveu-se pela guinada incentivado pelos resultados de outro franqueado da rede no Nordeste. “A situação que passamos na economia não é das melhores. Hoje é muito difícil abrir qualquer coisa. Mas quando falo que quero abrir uma outra loja, é porque o trabalho da rede é muito bom”, diz Oliveira, que está em busca de um novo ponto. “Minha presença é fundamental na loja. Tenho contato direto com o cliente”, afirma o empresário.

Região Sul. Quem também esta em ritmo de crescimento é a rede Rainha das Noivas, fundada em 1948 pelo avô de Alexandre Wainberg, atual diretor de expansão da empresa. O negócio seguiu com 12 lojas próprias até 2003, quando optou pela estratégia de franqueamento de marca.

A abertura de novas lojas teve uma pausa em 2010 para ajustes e, atualmente, a empresa retoma o investimento com previsão de fechar o ano com 34 lojas. Uma unidade custa entre R$ 165 mil e R$ 205 mil para uma loja com até 150 metros quadrados. “Nosso foco são as lojas de rua. Nossos produtos são volumosos e acaba sendo inviável abrir uma loja com metragem pequena porque temos que colocar muitos produtos”, explica Wainberg.

Por enquanto, o ponto de concentração das unidades da marca é na região Sul. Mas no prazo de 12 meses, o empresário pretende ampliar a participação pelo Brasil, com foco nos consumidores da classe C.

Opções. De acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), excluindo as redes que vendem colchões, a lista das maiores redes do segmento de cama, mesa e banho fica assim: M. Martan, First Class, Vest Casa, Rainha das Noivas, Bella Casa e Alfaias.

Para quem vai abrir uma franquia, o especialista Luis Stockler recomenda cuidado com o ponto. “É importante pesquisar quais regiões estão previstas entregas de imóveis. Tome esse cuidado (de se informar) se a cidade, bairro ou região está em um momento bom no setor imobiliário”, destaca. 

:: Quanto custa? ::

M. Martan

Investimento inicial gira entre R$ 235 mil a R$ 700 mil. O prazo de retorno é de 24 a 36 meses e a receita é de R$ 140 mil ao mês.

First Class

Abertura de uma loja demanda investimento de R$ 160 mil a R$ 260 mil, com faturamento médio previsto em torno de R$ 150 mil.

Alfaias

O desembolso para o modelo de loja menor oscila entre R$ 300 mil a R$ 350 mil. Já a loja maior exige um aporte de R$ 500 mil.

Vest Casa

Franquia custa entre R$ 160 mil a R$ 200 mil. Em média, uma loja da rede registra um faturamento mensal na ordem de R$ 70 mil.

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