Paulo Cardamone, da Casa Bauducco, busca parcerias com pessoas que tenham experiência no varejo
Paulo Cardamone, da Casa Bauducco, busca parcerias com pessoas que tenham experiência no varejo

Casa Bauducco lança franquia que custa até R$ 500 mil

Marca começou a procurar franqueados para projeto-piloto e plano é chegar a 50 unidades em 2017

Gisele Tamamar, Estadão PME,

07 de abril de 2015 | 06h55

Desde que inaugurou a primeira Casa Bauducco em outubro de 2012, a empresa não parou de receber contato tanto de pessoas interessadas em abrir uma unidade quanto de shoppings com as portas abertas para o modelo de negócio proposto. Agora, com a operação testada e cinco lojas próprias funcionando, a Bauducco vai selecionar os primeiros cinco franqueados da rede.

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Os primeiros selecionados vão fazer parte de um projeto-piloto na Grande São Paulo com a abertura das lojas prevista para agosto. Depois de um ano de experiência com as primeiras franquias, a empresa pretende intensificar a expansão e chegar a 50 unidades em 2017. O potencial do negócio é estimado em 300 unidades. Até agora, a empresa já investiu R$ 10 milhões no projeto, incluindo uma fábrica para produção dos produtos oferecidos para o consumidor.

A Casa Bauducco é uma mistura de cafeteria e empório, onde são comercializados os produtos 'premium' da marca e um dos diferenciais é a venda de uma fatia de panetone aquecida com canela e açúcar. De acordo com o diretor da casa Bauducco, Paulo Cardamone, a empresa enxergou no modelo a possibilidade de voltar a trabalhar um conceito que tinha tudo a ver com a origem da empresa: estreitar o relacionamento direto com os clientes a partir da oferta de produtos feitos de maneira mais artesanal.

As lojas tem entre 44 e 55 metros quadrados e podem ser instaladas em shoppings, centros comerciais e eventualmente na rua. O investimento inicial varia de R$ 430 mil a R$ 500 mil, incluindo a taxa de franquia, com retorno previsto entre 24 e 36 meses. O faturamento médio é de R$ 100 mil a R$ 150 mil por mês.

"Nesse momento, buscamos pessoas com experiência no varejo para que o primeiro momento de consolidação do modelo seja feito a quatro mãos. O franqueado já parte de algo que está no dia a dia das pessoas e com toda estrutura que a Bauducco tem. Essa é uma vantagem", defende Cardamone. O diretor destaca que esse primeiro grupo terá uma condição diferenciada. "Só temos cinco lojas próprias. Diferentemente de outras redes que têm muitas unidades e as oportunidades ficam escassas", completa.

Alternativa. A Bauducco não é a única a apostar no segmento. Na linha de franquias de cafeteria com loja, a marca Havanna opera com um modelo que exige investimento inicial de R$ 270 mil, com faturamento médio mensal de R$ 150 mil e lucro de 10%. Além desse modelo de operação, a rede trabalha com o quiosque com produtos secos e o formato chamado de café quiosque.

A marca chegou ao Brasil há sete anos e até o fim do ano passado atuava apenas com lojas próprias. "Fizemos um estudo de quase um ano e um planejamento para abertura de franquias. Em cinco anos, pretendemos chegar a 320 pontos", diz a diretora da Havana no Brasil, Conceição Cunha. Ao longo dos últimos anos, a empresa já recebeu quase 2,2 mil pedidos de franquias. "Nossa captação é quase 100% via site. Buscamos pessoas que realmente vão cuidar da operação", afirma Conceição. 

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