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Carioca quer abrir um salão de beleza masculino para cada bairro do Rio de Janeiro

Em julho, empresário abre a quinta unidade do Red Salon e conta que já faturou R$ 6 milhões

ALLANA MEIRELLES, ESPECIAL PARA O ESTADO,

25 de junho de 2013 | 06h59

 Rober Borsato parece empenhado em convencer os cariocas de que o mercado de estética masculina é um excelente negócio. Dono da Red Salon, uma rede de salões de beleza voltada exclusivamente para homens, ele lança até julho sua quinta unidade, na Barra da Tijuca, no Rio. A expansão é tratada como mais um passo para a ambiciosa estratégia do empresário, que já faturou R$ 6 milhões desde a inauguração da empreitada, em 2006, e que tem planos de abrir uma subsidiária da rede em cada bairro da cidade do Rio de Janeiro.

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“A intenção realmente é ter mais unidades em lugares variados, em vez de grandes lojas em poucos bairros”, afirma Borsato, que já mantém lojas no Centro, Ipanema, Copacabana e no Largo do Machado.

A trajetória empreendedora de Borsato começou em 2006, quando ele retornou de uma temporada no exterior. Trabalhando nos setores de hotelaria e aviação, Borsato voltou ao Brasil e percebeu uma oportunidade de abrir um negócio próprio. Ao procurar um salão para cortar o cabelo, ele encontrou apenas as barbearias que seus avôs frequentavam ou os salões unissex que acabavam focando nas mulheres. Foi assim que surgiu a ideia de criar um negócio que oferecesse atendimento personalizado para o público masculino e moderno.  

Hoje, a Red Salon tem uma média de 4 mil clientes por mês. Além do serviço trivial, como corte de cabelo e de barba, o salão foi ao longo do tempo quebrando barreiras ao oferecer alinhamento, hidratação e limpeza facial. Mas o serviço de manicure, por exemplo, não teve tanto sucesso quanto o esperado pelo empreendedor, que ressalta outro motivo para o sucesso: o caráter intimista do negócio.

“Nossas unidades são de pequeno porte, o  que limita o  número de clientes por dia. Isso é feito estrategicamente para não perder o feeling do ambiente e o contato mais pessoal com cada cliente”, afirma.

O salão de Borsato também  tem o “Dia do Noivo”, em que noivo, amigos e padrinhos recebem tratamentos de beleza e relaxamento. Entretanto, a demanda ainda é pequena por se tratar de algo novo, afirma Rober, que para arrebatar os clientes oferece mimos, de cerveja, a sessões de playstation e monitor pessoal de LCD.

Ao mesmo tempo em que o atendimento é um diferencial do Red Salon, este também é um desafio. Segundo Borsato, é difícil encontrar no mercado profissionais especializados para atender o homem. “Quando eles chegam para fazer parte de nossa equipe, muitas vezes, temos que treiná-los para ser um profissional completo, que atua não somente como cabeleireiro”, afirma.

Opinião. Segundo Edson Sadao, professor de empreendedorismo da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), o Brasil é um dos principais mercados de estética do mundo, o que faz com que esse tipo de negócio dê certo por aqui. O especialista vê uma lacuna neste setor: “O negócio de beleza para o homem é atrativo porque muitas vezes, os que existem são amadores, de bairro; ou são grandes redes que são muito caras ou não focam no homem em si”. 

Sadao considera que há mais vantagens do que o contrário na segmentação dos negócios, já que assim o empresário conhece melhor os gostos, necessidades e costumes do público.  “A segmentação é requisito necessário para quem está começando um negócio, especialmente, porque, geralmente, a pessoa não tem muito dinheiro”, afirma o professor. 

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