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Canal de TV para cachorro investe em programação pré-paga

Produções incluem casting para escolher os melhores 'personagens' para retratar cenas que agradem a caninos e felinos

Vivian Codogno, O Estado de S. Paulo

05 de setembro de 2016 | 06h00

Esqueça o frango assado de padaria. Uma startup paulistana lançou, há dois meses, a easeTV, que promete ser o primeiro canal de programação para cães, gatos e outros animais de estimação. Com um investimento estimado em R$ 300 mil, o projeto alça agora pegadas mais largas em direção a cartões de programação pré-pago, em uma inspiração à estratégia de adesão da Netflix.

Inspirados em uma empreitada semelhante já criada nos Estados Unidos, o DogTV, o serviço funciona por streaming em dois formatos de assinatura, o modelo básico por R$ 14,90 ao mês e o pacote plus, que custa ao usuário R$ 19,90 e inclui descontos em serviços de médicos para o bicho de estimação. 

Na grade de programação, é possível adaptar a transmissão ao momento do pet. Há opções de vídeos para momentos de exercícios físicos dos animaizinhos, para entretenimento, alimentação e, claro, para o descanso. 

Conforme explica o co-fundador da marQ, startup idealizadora do canal, Daniel Rosenfeld, as produções, que incluem casting para escolher os melhores 'personagens' para retratar cenas que agradem a caninos e felinos, são formuladas a partir do parecer de especialistas do mundo animal.

"Sabemos que as cenas não podem ter, por exemplo, barulho de sirene, de fogos de artifício", explica o empresário. "Música clássica acalma os pets, mas sons de metais ou pratos batendo agridem os tímpanos dos cachorros", exemplifica Rosenfeld. O empresário avalia sua clientela como donos que precisam entreter os bichos enquanto estão fora de casa, em uma tentativa de evitar a chamada síndrome da ausência temporária, ou o estresse causado por períodos do animal sem a companhia do tutor.

Faturamento. Apenas no ano passado, o mercado de produtos e serviços direcionados ao universo dos animais de estimação movimentou R$ 18 bilhões, em um crescimento de 7,6% em relação a 2014 confirme aponta a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).

 

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