Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Campus Party pretende aproximar empreendedores e investidores

Participante selecionado terá a oportunidade de apresentar seu projeto para executivos em busca de novos negócios

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

29 de janeiro de 2013 | 06h30

Uma boa ideia não basta para fazer sucesso. O empreendedor precisa ter dinheiro para tirar o conceito do papel e, mais do que isso, saber administrar um negócio. Foi pensando nessas dificuldades que a Campus Party realiza nesta edição do evento a Maratona de Negócios. Os organizadores contarão com a ajuda do Sebrae para aproximar participantes de investidores interessados em novos negócios.O evento começou nesta segunda-feira, dia 28, e segue até sábado, dia 2, em São Paulo.

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Dos 200 projetos pré-selecionados, 40 serão escolhidos durante o evento e seus idealizadores poderão ‘vender o projeto’ em busca de capital. “Não basta ter uma grande ideia e noções de gestão empresarial. Também é preciso investimento. A maratona quer aproximar ideias vencedoras e investidores”, destaca o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

O momento é mais do que propício. Segundo a Associação Brasileira de Startups, o Brasil tem um investidor-anjo para cada duas empresas de tecnologia em atividade. Em média, o valor dos aportes é de R$ 500 mil, mas pode chegar a R$ 1 milhão.

A primeira fase da maratona começou com a inscrição dos projetos. Nesta segunda etapa, já durante o evento que ocorre no Parque de Exposições do Anhembi, os participantes passarão por provas e o grupo selecionado apresentará seus produtos para investidores. O foco da maratona está em negócios relacionados com a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil.

Não são só projetos pré-cadastrados que terão a oportunidade de contar com a ajuda do Sebrae. Agentes da entidade estarão na Campus Party para tirar dúvidas sobre empreendedorismo.

O palco Hypatia do evento também abrigará palestras e discussões em torno do universo do pequeno empresário brasileiro. Hoje, por exemplo, haverá debates sobre aceleradoras de empresas e o momento do e-commerce nacional.

No ano passado, o Sebrae realizou na Campus Party um reality show chamado Like a Boss. Três startups foram selecionadas para tentar validar seus modelos de negócio. Uma dessas três empresas finalistas foi criada pelos sócios Ricardo Katayama e André Camargo Cruz. “Foi por meio de uma série de atividades na Campus Party que percebemos como nosso negócio estava muito cru. Foi um baque. Nossa evolução começou a partir daí”, relata Katayama.

A plataforma criada pelos amigos é o Tableshare, um site de relacionamento onde os usuários podem colocar fotos de pratos e bebidas.

“É possível curtir a foto, colocar na lista de desejos e ainda criar um evento para cozinhar o prato”, explica Katayama. A ideia inicial era unir pessoas interessadas em comer e cozinhar. Mas depois de testar a primeira versão do site, os sócios descobriram que os cozinheiros cobravam um valor muito alto dos usuários. “Transformamos o Tableshare em um site mais próximo de um relacionamento entre amigos e conhecidos do que entre profissionais e consumidores”, analisa.

Hoje, o site funciona em um ambiente controlado de desenvolvimento e deve entrar no ar em março – os empreendedores pretendem faturar R$ 500 mil em 2014. E para alcançar esse valor, a startup criou quatro caminhos: cobrar uma taxa sobre cada transação de serviço gastronômico, criar uma conta premium para quem quiser destaque, estruturar um e-commerce e aceitar publicidade online.

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