Joshua Rawson / Unsplash
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Cai a confiança de empresários das PMEs

Estudo aponta queda de 3,09%; para o banco Santander, que contratou a pesquisa, a redução é pontual

Mateus Apud, estágio sob supervisão do editor de Suplementos, Daniel Fernandes, São Paulo

18 de julho de 2018 | 15h19

 

Os empresários das PMEs estão menos otimistas para o desempenho da economia no terceiro trimestre.  O Índice de Confiança dos Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN) aponta que a confiança desses empreendedores recuou, no País, de 70,65 no 2º trimestre de 2018 para 68,46 no 3º trimestre de 2018, uma queda de 3,09%.

Parceria do Centro de Estudos em Negócios do Insper com o Banco Santander, o estudo considerou como empresas de pequeno e médio porte aquelas com faturamento de até R$ 200 milhões.

A reversão da evolução positiva da confiança dos empresários registrada nos dois trimestres anteriores, na nossa avaliação, foi consequência principalmente dos eventos registrados em maio (greve dos caminhoneiros e seus desdobramentos)”, afirma Gino Olivares, professor e pesquisador responsável pelo levantamento. Além disso, ressalta que desdobramentos como a forma negativa da atuação do governo e a atuação ou não atuação dos pré-candidatos à presidência em relação à greve também contribuíram para a queda do índice.

Em relação à decomposição por regiões, Olivares diz que sua expectativa era de que os dados fossem negativos em todas as regiões, em razão de a greve ter sido nacional. Mas foi surpreendido com os resultados no Centro-Oeste, que apresentou uma modesta variação positiva de 0,73%, e no Sudeste, que mostrou estabilidade ao registrar variação negativa de 0,10%.

Em todas as outras regiões houve quedas significativas. No Nordeste, houve o maior recuo, com 7,86%, enquanto nas regiões Sul e Norte os índices negativos ficaram em 6,93% e 6,11%, respectivamente.

Na avaliação por setores da economia para o 3º trimestre de 2018, o índice de confiança dos empresários da Indústria mostrou um recuo de 6,52%. No setor de Serviços houve queda de 5,83% e no setor Comércio, leve retração de 0,51%.

O superintendente executivo do segmento de Negócios & Empresas do Santander Brasil, Thomaz Antonio Licarião, acredita que o pessimismo dos empresários retrata um movimento pontual e afirma que eles seguem otimistas, apesar das incertezas a curto prazo.

Os dados do IC-PMN foram obtidos por meio de entrevistas telefônicas com 1.356 pequenos e médios empresários de todo o País, dos setores da indústria, comércio e serviços. A margem de erro do índice é de 1,4% para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

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