Débora Klempous/Estadão
Débora Klempous/Estadão

Caçador de fungos fatura R$ 8 milhões com franquia no segmento

Negócio explora um mercado ainda sem concorrentes de peso, mas que sofre com a atual falta de chuvas

Renato Jakitas, Estadão PME,

29 de maio de 2014 | 06h51

Em sentido oposto ao cultivo das bactérias tidas como benéficas ou úteis em determinados processos industriais, o mercado sinaliza para oportunidades a quem deseja trabalhar na ‘caça’ aos micro-organismos considerados nocivos.

::: Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

Lançada em 2009 na cidade de São Paulo, a Supersan é uma empresa que diz eliminar 99% de fungos e ácaros causadores de males como alergias, rinite e bronquite. O empreendimento opera no modelo de franquia e registrou faturamento de R$ 8 milhões em 2013.

“Nosso principal foco é a pessoa jurídica. A gente até acredita que tem potencial com consumidores finais, mas aí teríamos de fazer um investimento diferente em divulgação”, conta um dos sócios do empreendimento, Eric Stocker, que presta serviço para empresas como o Hyatt Hotels, a Fundação Getúlio Vargas e a Escola Americana.

Atualmente com 50 franqueados, cada unidade da Supersan demanda investimento total que vai de R$ 150 mil, em cidades de pequeno porte, a R$ 300 mil em capitais. O destaque da empresa, conta Stocker, fica para a falta de competidores no ramo. “Nós ainda não contamos com uma empresa que atua nesse mesmo segmento. Então, em processos licitatórios, a gente aparece sozinho”, explica o empresário, que depurou a tecnologia empregada em parceria com uma empresa nos Estados Unidos.

“Nosso produto é um líquido que cria uma película protetora no produto aplicado. Essa película tem duração de seis meses. E nosso nebulizador, que criamos, gera um partícula de produto muito fina, de 10 mícrons, isso melhora o resultado”, explica o empreendedor.

Mas, mesmo sem concorrentes e com investimento em tecnologia exclusiva, Eric Stocker se diz preocupado com o desempenho do negócio. A culpa, ele diz, é a longa estiagem que afeta a região Sul e Sudeste, má notícia para quem fatura com os efeitos da umidade. “Se não chove, não aparece muito mofo. A gente está sofrendo um pouco com esse tempo seco, principalmente em São Paulo.” 

:::LEIA TAMBÉM:::

Brasileiros lucram com o cultivo e a programação de bactérias

Lâmpada biológica dispensa eletricidade nos Estados Unidos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.