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Business game projeta a realidade do mercado para empreendedores

Vivenciar e comandar uma empresa e lidar com todas as etapas da gestão do negócio traz aos jogadores noção do mercado e proporciona a experiência de administrar em tempo real

Letícia Ginak, especial para, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2017 | 11h56

Empreender exige, além de planejamento, vocação e propósito. Essas são algumas das dicas básicas que os empreendedores recebem quando buscam inspiração em casos reais no momento de começar o próprio negócio. Porém, a realidade de um gestor também é feita de oscilações de mercado, fluxo de caixa, contas a pagar e receber e ainda imprevistos que acontecem dentro e fora da empresa. Para trazer a real dimensão do dia a dia da administração, hoje há empresas especializadas em criar ‘business game’, jogos aplicados tanto no ensino superior quanto dentro de empresas no Brasil a partir dos anos 1990. Mario Cunha, CEO da Academia de Marketing e especialista em business game, conta ao Estadão como o jogo pode ajudar os futuros empreendedores a entender e lidar com o mercado e a gestão completa da empresa.


:.Mario Cunha levará a experiência do business game para a semana Pró-PME. Confira a programação completa do evento.:


Dinâmica do jogo

“Os participantes recebem o objetivo de valorizar uma empresa. A simulação é de um ano, dividida em seis rodadas e cada uma simula um bimestre desse ano. Oferecemos três mercados diferentes e os grupos têm de escolher em qual vão atuar, precisam pesquisar e conhecer as suas características e saber das exigências desse mercado. Depois disso, eles terão de pensar sobre o produto, mostrar a oferta, os seus diferenciais, como vai ser a distribuição, como vão impactar as vendas para obter resultados, ou seja, pensar e atuar no processo do início ao fim. Tudo isso acontece em quatro horas, que é o tempo de duração do jogo”, explica Cunha. Além de passar por todas as etapas da gestão da empresa proposta, os participantes ainda se deparam com uma simulação de mercado bem próxima da realidade, experimentando adversidades que não são possíveis de prever. “O cenário no Brasil é assim, a gente não controla o dólar, não controla a Lava-jato, as mudanças na Bolsa. Eles vão vivenciar exatamente o que acontece no mercado”, pontua Cunha. Ao final, a empresa sobe ou desce no ranking. “O que faz a empresa subir ou descer é o sucesso ou fracasso em duas coisas: lucro e participação no mercado, pura consequência da administração”, completa Cunha.


Sucesso ou fracasso

O que faz com que uma equipe tenha êxito ou não na dinâmica é principalmente o desempenho na gestão de pessoas, acredita Cunha. “Com certeza é o que faz a diferença. A flexibilidade em escutar, a tomada das melhores decisões, a capacidade de analisar, tudo isso é primordial porque os produtos acabam sendo quase iguais, assim como os modelos de venda e os diferenciais. Mas a forma como cada um lida com isso, como enfrenta as adversidades e trabalha em grupo é o que realmente faz a diferença”, complementa Cunha.


Objetivo é refletir

 “Nós não queremos mudar a personalidade de ninguém, mas sim trazer a reflexão para essa empresa, para o funcionário e para o empreendedor. Muitas vezes o empreendedor recebe mentorias que são úteis, mas não trazem a teoria para cotidiano. O business game esclarece como é executar e manter os resultados. Permite olhar para o planejamento.”, acredita Cunha.

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