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Brasileiro faz sucesso nos Estados Unidos com a venda de banana-passa

Cauê Suplicy fundou a Barnana, em San Diego, com previsão de faturar US$ 2,5 milhões já no segundo ano de operação

Gisele Tamamar, Estadão PME,

30 de abril de 2014 | 06h40

Com pais adeptos da alimentação orgânica, os doces da infância de Cauê Suplicy eram frutas secas. E foi justamente a banana passa que gerou uma oportunidade para Cauê empreender nos Estados Unidos, onde mora desde 2001, quando foi competir triatlo profissionalmente. Ele fundou a empresa Barnana, em San Diego, com previsão de faturar US$ 2,5 milhões já no segundo ano de operação.

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Cauê começou a praticar triatlo em 1995, quando não existiam muitas opções de barra de cereal no mercado. Para treinos mais longos, uma solução era levar banana passa, inclusive quando já morava nos Estados Unidos. “Os amigos sempre pediam para experimentar e o retorno era o mesmo: onde compro mais disso? É muito gostoso. Mas só existia no Brasil”, conta.

Os anos se passaram e o empresário enxergou um movimento de produtos brasileiros fazendo sucesso em terras norte-americanas – a água de coco e o açaí, por exemplo. Foi aí que o futuro empresário pensou: por que não banana passa? “Mas se eu levasse o produto da maneira como ele é comercializado no Brasil, ninguém iria comprar. Ele é escuro. Um tijolo de banana.”

A solução encontrada foi vender a fruta em pedaços cobertos com uma farinha de banana para não grudar na embalagem ou no dedo do consumidor. Cauê ainda investiu em uma embalagem colorida, com a opção de fecho do tipo zip. A empresa foi lançada com mais dois sócios em 2012 e já conseguiu arrecadar US$ 1,5 milhão em duas rodadas de investimento. Até o fim do ano, a previsão é atingir 3 mil pontos de venda nos Estados Unidos.

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Em junho, Cauê participará da Bio Brazil Fair, a feira dos orgânicos, e estará em busca de produtores brasileiros de banana orgânica. A meta é criar a primeira empresa líder mundial de produtos de banana. E para atingir esse objetivo, a Barnana também investe em marketing. “Guerrilha, de marketing de guerrilha, em inglês é guerrilla, cuja pronúncia se assemelha a de gorila. E como macaco gosta de banana...temos uma pessoa vestida de gorila e outra de banana nas nossas ações. O mercado norte-americano é o maior do mundo. Temos muito o que crescer”, destaca Suplicy, que vende o produto tradicional, com chocolate, coco e com pasta de amendoim. 

A Barnana também já foi tema de vídeo produzido pela Forbes. Clique aqui para assistir.

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