Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Brasil tem apenas 33 centros de empreendedorismo; EUA conta com 400

Dados fazem parte de estudo, patrocinado pelo Sebrae-SP, e conduzido pelo professor Marcos Hashimoto

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

29 de agosto de 2013 | 13h28

Como o ensino do empreendedorismo não deve se limitar à sala de aula, as instituições de ensino superior investem na criação de centros dedicados ao assunto. No Brasil, existem 33, muito pouco se compararmos com os mais de 400 em funcionamento nos Estados Unidos. Esses dados fazem parte de estudo, patrocinado pelo Sebrae-SP, e foi conduzido pelo professor Marcos Hashimoto, coordenador do Centro de Empreendedorismo da Faap.

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Existe até um encontro dos centros, o Global Consortium of Entrepreneurship Centers (Gcec), realizado nos Estados Unidos. “Vários estudos já demonstraram que apenas o conteúdo da disciplina não é suficiente para o aluno. É preciso complementar com outras atividades”, pontua Hashimoto.

É nesse ponto que entram os centros, que promovem workshops, palestras, organizam competições de planos de negócios e, em alguns casos, implantam até mesmo as incubadora de negócios.

Hashimoto foi responsável pelo centro do Insper e chegou este ano na Faap para implantar um programa semelhante ao da universidade concorrente. “Existe uma certa predisposição do aluno da Faap de qualquer curso em montar seu próprio negócio. Ou ele está sendo preparado para assumir os negócios da família”, analisa.

O Centro Universitário da FEI também vai implantar estrutura semelhante, sob a coordenação do professor Edson Sadao – ele foi responsável pelo modelo adotado pela Fecap. “Alguns centros ficam focados no ensino ou na extensão, criando incubadoras de empresas. Na minha ótica, o centro tem que articular ações nesses três campos: ensino, pesquisa e extensão”, afirma.

Na Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Centro de Estudos em Empreendedorismo e Novos Negócios existe há oito anos. A instituição realiza competições de planos de negócios, palestras e prepara atualmente a implantação de uma incubadora. “Temos pesquisas que mostram que 25% dos alunos, em média, depois de dez anos de formados, se tornam empreendedores”, afirma Tales Andreassi, coordenador na FGV.

“Quando falamos de empreendedorismo vem na cabeça a ideia de criar um negócio. Existem alunos que não têm essa vocação. Mas isso não quer dizer que o empreendedorismo não é importante”, diz o diretor de novos projetos acadêmicos do Insper, Irineu Gianesi. O diretor explica, inclusive, que diversas grandes empresas buscam profissionais com essa visão. “O papel do centro é desenvolver essa competência.”

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