Brasil deve ganhar 2,5 milhões de empreendedores até 2015

Número foi divulgado pelo presidente do Sebrae, nesta terça-feira, em Brasília

estadão pme,

12 de julho de 2011 | 18h54

Incluir trabalhadores por conta própria no mercado formal brasileiro e levar a inovação para dentro das micro e pequenas empresas (MPE) são os dois principais objetivos do Sebrae nos próximos quatro anos. De acordo com a Agência de Notícias Sebrae, mais de 2,5 milhões de trabalhadores por conta própria devem se formalizar até 2015, segundo anunciou nesta terça-feira (12) o presidente da instituição, Luiz Barretto, em palestra no Seminário de Construção da Dimensão estratégica PPA 2012/2015, realizado no Ministério do Planejamento.

Além da inclusão desses trabalhadores na economia formal, o Sebrae tem outro desafio para os próximos anos, de acordo com Barretto, que é levar inovação para micro e pequenos negócios. A estimativa é que pelo menos 10% do público atendido pela instituição possa adotar a inovação em seus processos produtivos, o que representa cerca de 500 mil empresas.

"Na base da pirâmide, temos os desafios da inclusão produtiva, e, no topo, o desafio da agenda da inovação. Para as micro e pequenas serem competitivas, precisam incluir na sua agenda o tema da inovação. O Sebrae vai fazer um esforço muito grande com esses profissionais, que são apenas 10% do nosso público, mas tem um valor agregado imenso", afirma Barretto.

O presidente do Sebrae destacou a importância da inovação para ajudar a elevar o valor agregado do produto dos micro e pequenos negócios. Hoje, apesar de representarem 99% de todas as empresas brasileiras, elas respondem por apenas 20% do Produto Interno Bruto (PIB).

Barretto anunciou que nos próximos três anos a instituição vai investir R$ 780 milhões em projetos de incentivo à inovação e destacou que o tema não está ligado apenas à questão tecnológica, mas, sim a técnicas de gestão e de processos.

"Cada vez fica mais difícil formalizar porque os primeiros que se regularizaram são os mais conscientes. O desafio agora é buscar o setor menos informado, com baixa escolaridade. Estamos fazendo um esforço de cruzamento com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome para a busca de beneficiários do Bolsa Família que se enquadrem nesse público. O empreendedorismo pode ser uma porta de saída para cerca de 10% dos beneficiários do programa", afirma Barretto.  

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