Bovespa segue o exterior e sobe 2,85% no dia, mas recua 2,51% no mês

Em 2011, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registra perdas de 17,93%

Bianca Ribeiro,

30 de novembro de 2011 | 18h46

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) seguiu o otimismo das praças financeiras internacionais e fechou a quarta-feira (30) em alta de 2,85%, aos 56.874 pontos. A valorização, no entanto, não foi suficiente para garantir ganhos acumulados no mês. A bolsa paulista fechou novembro com perdas de 2,51%. Em 2011, o recuo soma 17,93%.

Os mercados reagiram positivamente à medida de estímulo ao crédito na China e à ação coordenada dos principais bancos centrais do mundo para fortalecer o sistema financeiro global. Em Nova York, os índices de ações também registram fortes altas.

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Dow Jones sobe 3,67%, S&P 500 tem ganho de 3,71% e Nasdaq opera com valorização de 3,47%. Mais cedo, as bolsas da Europa chegaram a fechar com altas superiores a 4%. Paris encerrou com valorização de 4,22%, Milão subiu 4,38%, Frankfurt teve ganho de 4,98% e Londres registrou alta de 3,16%. Já Madri ganhou 3,96% e Lisboa subiu 3,22%.

No mercado de câmbio, o dólar fechou pela quarta sessão seguida em baixa, cotado a R$ 1,8090 (-2,00%). Em novembro, no entanto, a moeda ainda acumula alta de 6,79%, o que eleva o ganho no ano a 8,71%.

O banco central da China surpreendeu o mercado nesta quarta ao reduzir a taxa de depósito compulsório dos bancos pela primeira vez em quase três anos. O objetivo do governo é aliviar as restrições de crédito e estimular a atividade na segunda maior economia do mundo.

 O corte de 0,50 ponto porcentual leva o compulsório a 21%, contra o nível recorde anterior de 21,5%, liberando capitais que podem ser usados em empréstimos a empresas. O corte foi o primeiro desde dezembro de 2008, marcando uma mudança de política após uma série de medidas de aperto ano passado, que tinham objetivo de combater a inflação.

O otimismo generalizado nas bolsas também está ligado à ação coordenada de bancos centrais dos países desenvolvidos para fortalecer o sistema financeiro diante da ameaça da crise da dívida europeia. Federal Reserve (Fed, dos EUA), Banco do Canadá, Banco da Inglaterra (BOE), Banco do Japão (BOJ), Banco Central Europeu (BCE) e Banco Nacional da Suíça (SNB) concordaram em reduzir o preço dos acordos temporários de swap de liquidez em dólar em 0,50 ponto porcentual. A medida busca aliviar as pressões sobre os mercados financeiros e elevar a oferta de crédito, dando sustentação à atividade econômica.

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