Denis Ferreira Netto/Estadão
Denis Ferreira Netto/Estadão

Bode e James Brown inspiraram criação de cervejaria de sucesso em Curitiba

No início, até o empreendedor tinha um pouquinho de vergonha do nome, mas a marca cresceu, tornou-se referência no setor

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

25 de setembro de 2013 | 06h29

No momento de criar o nome da cervejaria que pretendia montar, Samuel Cavalcanti decidiu consultar sua avó. O conselho dado ao empreendedor por ela foi o de buscar a resposta nas origens da família, que criava bodes na cidade do Recife. O empresário lembra desse dia como se fosse hoje, também porque escutou um dos clássicos da música norte-americana – I feel good, de James Brown. E essa combinação pra lá de inusitada é a explicação de Cavalcanti para o nome do seu empreendimento: Bodebrown.

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No início, até o empreendedor tinha um pouquinho de vergonha do nome escolhido, mas a marca cresceu, tornou-se referência no setor e já conquistou prêmios até fora do País. Apesar de nascer em Recife, Cavalcanti foi fazer cerveja em Curitiba, cidade para a qual mudou-se com a família quando tinha 18 anos. Na época, o pai do empresário foi escolhido para atuar como representante e distribuidor de uma fábrica de produtos hospitalares. A preferência era Manaus, mas o destino foi escolhido por sorteio.

“Meu irmão mais velho pegou um papelzinho e saiu Curitiba. Mas meu pai falou que em Curitiba fazia muito frio. Aí fizemos outro sorteio e o irmão mais novo pegou Curitiba de novo. Eu me formei aqui e me sinto pernambucano-curitibano.”

Cavalcanti sempre foi fascinado pela cultura dos fermentados, dos queijos às cervejas. Quando formou-se em química industrial, aliás, seu trabalho de conclusão de curso foi sobre uma planta de cervejaria. Após concluir a faculdade, Cavalcanti trabalhou em outras áreas e visitou mais de 40 países até que decidiu adquirir uma microcervejaria em 2008. “Comprei para o desenvolvimento de algumas cervejas, sem foco comercial, apenas como hobby.”

A diversão ganhou adeptos e hoje a Bodebrown atua como escola, cervejaria e loja. “Mesmo com as dificuldades do empreendedorismo, das questões tributárias e financeiras, a gente consegue colocar uma impressão digital no que faz. Esse é o grande renascimento da cerveja artesanal. É aí que a gente percebe que o Brasil está entrando em um novo cenário mundial de cervejas artesanais”, diz Cavalcanti, que produz aproximadamente 16 mil litros por mês e 11 tipos da bebida.

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