Paulo Vitor/AE
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BNDES apoiará empresas que querem atuar na África

Para presidente do banco, melhores oportunidades estão nas áreas de agricultura, biocombustíveis, petróleo e infraestrutura

Ricardo Leopoldo, Agência Estado,

16 de novembro de 2011 | 15h47

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmounesta quarta-feira, 16, que a instituição vai apoiar com financiamentos empresas brasileiras que pretendem fazer o processo de internacionalização em países da África. "Há grandes oportunidades para o Brasil na África", afirmou Coutinho, que participou de um seminário em São Paulo. Ele ressaltou que entre as áreas em destaque estão as de agricultura, biocombustíveis, petróleo e gás e infraestrutura.

"Há também oportunidades inexploradas, como nas áreas de serviços bancários, comércio e turismo", afirmou. "Na área industrial, também há oportunidades em alimentos processados, confecções e calçados, cosméticos, proteína animal, medicamentos e defensivos agrícolas."

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Segundo Coutinho, "o BNDES e o governo entendem que o Brasil pode contribuir de maneira significativa para a segurança alimentar e energética na África". Além disso, ele destacou que o setor manufatureiro pode atuar naquele continente, que possui um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 1,7 trilhão, nas áreas de bens de capital, especialmente na venda de máquinas agrícolas e equipamentos para outros setores, como os de energia e construção.

O presidente do BNDES destacou também que há três setores muito importantes no Brasil que já contam com empresas na África e que têm potencial para expansão: petróleo e gás, infraestrutura e mineração. "Temos orientação da presidente Dilma de reforçar nossas linhas de exportação", acrescentou, afirmando que as vendas externas do Brasil podem avançar significativamente na África.

Ele ressaltou ainda que o País tem sido um dos principais colaboradores, juntamente com a China e a Índia, nas compras de produtos africanos. Segundo Coutinho, as importações pelo Brasil atingiram US$ 15,7 bilhões em 2008; em função da crise, caíram para perto de US$ 9 bilhões em 2009; em 2010, subiram para US$ 11,5 bilhões; e em 2011, devem atingir perto de US$ 15 bilhões. "O Brasil foi um dos vetores importantes de recuperação da África nos últimos anos", completou.

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