Washington Alves/Estadão
Washington Alves/Estadão

Belo Horizonte faz fama com bairro de startups

Recentemente, a área do San Pedro Valley foi reconhecida pelo governo de Minas Gerais como polo de startups

Renato Jakitas, Estadão PME,

27 de novembro de 2013 | 06h43

Belo Horizonte começa a se posicionar como um destino contundente de startups graças a uma coincidência motivada pelo mercado imobiliário. Os altos preços cobrados para quem quisesse alugar uma sala corporativa no bairro Savassi, local frequentado por jovens e descolados, fez com que os empreendedores se instalassem no vizinho São Pedro. Hoje são 117 startups, 12 espaços de coworking, quatro grupos de investidores e cinco incubadoras em atividade na região, que para ganhar uma roupagem mais globalizada foi informalmente rebatizada de San Pedro Valley.

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“A gente passou a se encontrar em uma lanchonete aqui do bairro e, aos poucos, formamos uma comunidade de empresários. Hoje temos um dos movimentos mais organizado do Brasil”, diz Rodrigo Cartacho, sócio da Sympla, uma plataforma online de eventos.

“O clima é de muita cooperação, como tem de ser entre empreendedores. Se eu tenho uma dúvida sobre qualquer coisa, entro na startup do meu vizinho e ele me mostra tudo, processo, técnica, sem nenhum tipo de preocupação de concorrente”, afirma Cartacho, que já está em seu sétimo negócio.

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Recentemente, a área do San Pedro Valley foi reconhecida pelo governo de Minas Gerais como polo de startups. Em junho, o estado lançou o programa Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (SEED), que contempla mentorias e investimentos que podem chegar a R$ 80 mil para um número que vai de 40 a 50 startups, todas a serem instaladas naquele bairro da capital.

“A gente tem programado para investir R$ 9,5 milhões nesse projeto, com possibilidade de ampliar o montante para R$ 13,5 milhões até o segundo semestre do ano que vem”, afirma Leandro Campos, gerente do Escritório de Prioridades Estratégicas do Governo do Estado de Minas Gerais.

Cada ciclo de aceleração deve se estender por seis meses. “Abrimos inscrições em 26 de setembro e, em 22 dias, a gente recebeu 1.367 inscrições de startups”, destaca.

:: ANÁLISE ::

117 startups, além de cinco incubadoras e 12 espaços de coworking atuam hoje no bairro.

Solução

As empresas de BH faturam com soluções de TI para clientes corporativos.  

Problema

Ainda é grande a falta de investidores na comparação com São Paulo.

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