Ernesto Rodrigues/AE
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BC reduz expectativa de crescimento para 2011

Em setembro, previsão era de 3,5%, mas foi reduzida para 3% no relatório de inflação divulgado nessa quinta-feira

Eduardo Rodrigues e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2011 | 12h37

O Banco Central (BC) reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira em 2011 de 3,5% para 3%. A informação consta no Relatório de Inflação do quarto trimestre do ano. A estimativa anterior havia sido divulgada em setembro.

Assim como na última publicação, o BC explica que a revisão para baixo ocorreu em razão das ações contracionistas implementadas pelo governo desde o fim de 2010. Ainda assim, a previsão da autoridade monetária é mais otimista que a do mercado, que na última pesquisa Focus apontou um crescimento de apenas 2,9% em 2011. Já o Ministério da Fazenda projeta o cenário mais positivo de todos, com uma expansão de 3,8% este ano.

Para 2012, o BC projeta um crescimento de 3,5%. A previsão também supera a estimativa de mercado, de 3,4% (Focus), mas é bem inferior aos 5% citados pela presidente Dilma Rousseff como meta e defendidos pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. De acordo com a autoridade monetária, a projeção divulgada há pouco contempla uma "aceleração da atividade entre o primeiro e o segundo semestre do próximo ano".

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Inflação

O BC também revisou sua projeção de inflação para 6,5%. O valor é 0,1 ponto porcentual superior à previsão anterior de 6,4% da autoridade monetária para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) este ano.

O cenário de referência do BC considera a manutenção do dólar a R$ 1,80 e da taxa Selic em 11% ao ano durante todo o horizonte de previsão.

Se a estimativa se confirmar, o governo terá conseguido manter a inflação dentro do teto da meta em 2011, cujo centro é de 4,5%, mas com um intervalo de tolerância de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos. Desta forma, o presidente do BC, Alexandre Tombini, não precisará enviar uma carta ao ministro Mantega, explicando um descumprimento dessa missão da autoridade monetária.

O documento pondera, no entanto, que as chances de a inflação em 2011 superar o teto da meta, de 6,5%, ainda são de 54% no cenário de referência. O valor é superior à probabilidade de 45% prevista no relatório anterior. Já o mercado acredita que a inflação deve sim estourar a meta e encerrar o ano em 6,52%, segundo a última pesquisa Focus.

Para 2012, o BC manteve em 4,7% sua projeção para a inflação. Nesse caso, o cenário de referência considera a manutenção do dólar a R$ 1,80 e da taxa Selic em 11% ao ano durante todo o horizonte de previsão. Para o mercado, no entanto, a inflação deve chegar ao fim do próximo ano em 5,39%, segundo a última pesquisa Focus.

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