Mônica Bento/AE
Mônica Bento/AE

BC acredita em inflação perto da meta de 4,5% em 2012

Segundo a ata do Copom, a projeção de inflação para 2011, no entanto, teve uma elevação e está acima da meta do governo

Agência Estado,

08 de dezembro de 2011 | 12h09

 Apesar de a inflação estar acelerada nesta ano, o Banco Central acredita que em 2012 o índice ficará "em torno" da meta prevista para o ano, de 4,5%. O BC informou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quinta-feira, 8. Esse é o cenário central com o qual o BC trabalha para o ano que vem.

O Copom identificou uma queda nas projeções de inflação para 2012 em relação a última reunião do Comitê, em outubro. A redução ocorreu tanto no cenário de referência usado pelo Banco Central quanto no cenário de mercado. Nos dois casos, o IPCA está ao redor do valor central da meta, de 4,5%. Para o terceiro trimestre de 2013, as projeções de inflação também se reduziram, mantendo-se ao redor do valor central da meta no cenário de referência, e acima, no de mercado.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

Para 2011, no entanto, a projeção de inflação teve uma elevação em relação à reunião de outubro. A projeção para o IPCA está acima do valor central da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%. No cenário de mercado, que leva em conta as trajetórias de câmbio e de juros coletadas pela pesquisa Focus, junto a analistas de mercado, no período imediatamente anterior à reunião do Copom, a projeção de inflação para 2011 também se elevou e se encontra acima do valor central da meta para a inflação. O cenário de referência leva em conta as hipóteses de manutenção da taxa de câmbio em R$1,85/US$ e da taxa Selic em 11,50% ao ano em todo o horizonte relevante.

O BC informou na ata que no conjunto das projeções foram incorporados os efeitos estimados da alteração na estrutura de ponderação do IPCA, a vigorar a partir de janeiro de 2012.

Crise

Na ata, os integrantes do BC mantêm a avaliação de que a atual deterioração do cenário internacional cause um impacto sobre a economia brasileira equivalente a um quarto (1/4) do impacto observado durante a crise internacional de 2008 e 2009. Para fazer as suas projeções, o BC avalia como pressuposto que a atual deterioração do cenário internacional seja mais persistente do que a verificada naquele período, porém, menos aguda, sem observância de eventos extremos.

No cenário central, entre outras repercussões, destaca a ata, ocorre moderação da atividade econômica doméstica. Além disso, os preços das commodities nos mercados internacionais e a taxa de câmbio mostram certa estabilidade. "Mesmo com um ajuste moderado no nível da taxa básica de juros, no cenário central a taxa de inflação se posiciona em torno da meta em 2012, em patamar inferior ao que seria observado caso não fosse considerado o supracitado efeito da crise internacional", destaca o documento.

Segundo o BC, esse cenário foi construído e analisado sob a perspectiva de modelos que identificam de modo mais abrangente os mecanismos de transmissão dos desenvolvimentos externos para a economia brasileira - entre outros, os canais do comércio, do preço de importações e da volatilidade externa.

Juro

O Copom avalia que ajustes moderados na taxa Selic são "consistentes" com o cenário de convergência da inflação para o centro da meta em 2012. Essa avaliação já constava na ata da reunião anterior, realizada em outubro. Na última reunião, o Copom reduziu, por unanimidade, de 12% para 11,50% a taxa básica de juros (Selic).

Na ata divulgada nesta quinta, os integrantes do Copom retiraram a avaliação de que ações macroprudenciais são um importante fator de contenção da demanda agregada. A ata não faz referência, mas o BC começou a retirar as medidas macroprudenciais adotadas pela autoridade monetária desde o fim de 2010 e início deste ano.

Meta fiscal

O Banco Central trabalha com o cumprimento integral da meta de superávit primário nos cenários usados pelo Copom. Assim como em outubro, a instituição considera o cumprimento sem ajustes do esforço fiscal de R$ 127,9 bilhões em 2011. Além disso, as previsões do BC levam em conta a realização de superávit primário em torno de 3,10% do PIB em 2012 e também em 2013, ambos os casos sem ajustes. 

Tudo o que sabemos sobre:
BCInflação

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.